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Raquel Couto

Vamos falar sobre autoestima

Por Redação Jornal Agora
Vamos falar sobre autoestima

Escutamos muito falar em ter uma autoestima elevada ou ter uma baixa autoestima. Hoje, quero provocá-lo a ter uma reflexão um pouco diferente e fora da caixa.

O termo "baixa autoestima” e “autoestima elevada" é dominante nas culturas ao redor do mundo. O ponto é que as pessoas não param para refletir sobre o quanto pode ser um problema esse tipo de enquadramento. Quando dizemos “alto” e “baixo”, estamos falando de uma autoestima que é condicionada a algo. Ou seja, quando conceituamos no sentido que é baixa (Ah, esse é o problema), e, se é alta (Ah, encontrei a solução e a cura).

Listo abaixo alguns pontos que são condições comuns:

  • Inteligência: ser inteligente, ter graduações, ter certificados. 
  • Força: ser rápido, forte, ágil. 
  • Patrimônio: ter a última moda, ter um carro de luxo, uma casa grande. 
  • Beleza: ser reconhecido como bonito e atraente de acordo com a moda atual.
  • Dinheiro: ter um grande rendimento, com muitos investimentos, tendo uma alta linha de crédito. 
  • Influência: estar em grupos desejáveis, clubes, organizações, ser "amigo" de pessoas populares. 
  • Família e amigos: ter uma família feliz, com muitos amigos e associados.

Infelizmente são nestas e em outras maneiras que as pessoas buscam a sua estima, ou seja, que buscam dar valor para si mesmo. O que você está fazendo neste momento é se conceituar como "ser alguém", "importante" e "interessante e valioso", na medida que você consegue preencher essas condições. 

Passamos a falar então, de uma autoestima condicional em que a baixa autoestima é obviamente indesejável. O que não é tão óbvio é que a alta autoestima é também problemática. A razão é que, se ela for elevada, também pode ser reduzida. E, se as condições que são a base para a autoestima ser alta são tiradas, a sua autoestima será perdida. E isso não é uma coisa boa. Você quer isso?

Quando falamos em autoestima incondicional, trazemos poder de decisão e posicionamento, já que não há condições para ter autoestima e nem para tirá-la de você. A autoestima já é um direito seu, adquirido ao nascer, e isso significa que você e todos os outros que nascem humano, já é alguém. Você já é valioso e isso nunca pode ser tirado de você. Você nunca pode perdê-la. 

Você pode até querer negá-la, reprimi-la e lutar contra ela, porém a grande verdade é que você não pode ficar sem estima pessoal. Você provavelmente não tem consciência disso.

Você pode até pensar que precisa ter dinheiro, status, amigos, entre outros pontos para ter autoestima. A verdade é que isso é uma crença limitante e tóxica que você carrega com você.

Quando você define a autoestima como sendo elevada ou baixa, você condiciona a sua vida em experienciar altos e baixos a todo momento.  E aí? Você está pronto para parar de colocar a sua "autoestima" como sendo condicionada a algo e, parar dar aos outros o poder de ameaçá-lo ou rebaixá-lo? 

Se sim, imagine a diferença que isso fará na sua experiência de mundo. Ter uma autoestima incondicional é dizer a si mesmo que você não pode perdê-la, que é sua por direito. É você ter uma crença e compreensão sobre si mesmo que irão te centrar e te dar uma base sólida para viver a sua vida.  É você passar a ser capaz de receber efetivamente um feedback, lidar com críticas, ficar destemido diante da rejeição, e corajosamente se recuperar com resiliência quando você estiver sendo derrubado! 

Está na hora de você aprender a se valorizar. 

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