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Domingos Sávio Calixto

A maior farsa da Terra 

Por Bruno
A maior farsa da Terra 

CREPÚSCULO DA LEI – ANO VI – CCCVI

Nesta terça, 05, estará acontecendo um espetáculo mirabolante nos EUA.

Um espetáculo tão mirabolante, quanto farsante.  Um fingimento tão deverasmente fingido, que se chega a se pensar que é real aquele fingimento que deveras mente.

Os EUA se fingem deverasmente de democracia. E fingem tão deverasmente, que chegam a pensar que é real aquilo que deveras mentem.

Entretanto, real mesmo é apenas o fingimento. Não há nada, absolutamente nada naquele país, que possa ser considerado ou tomado como referência democrática. 

É notório que se trata do (país) maior violador de direitos humanos do planeta, da violência policial contra minorias, do aprisionamento em massa, do patrocínio a golpes de estado mundo a fora, das prisões secretas, da tortura, pena de morte e —em andamento — responsável pelo maior crime contra a humanidade da história do mundo, um holocausto/genocídio contra palestinos.

É o país que tem a ousadia de criticar a Venezuela, Cuba, Rússia e China.

É exatamente este país que está proporcionando a alegoria do voto. Para tal, finge-se que são dois partidos, mas na realidade é um só. Não existe nenhum partido popular, da classe trabalhadora ou progressista. Nem pensar. É um só mesmo. Tem dois subpartidos: um é o “dois-mais-dois”, o outro é o “três-mais-um”.

Explica-se: é necessário que o único partido pareça dois, caso contrário a farsa democrática seria facilmente desmascarada.

Ocorre que essa pantomima é antiga, ardilmente planejada pelo “pai” da constituição americana, o Sr. James Madison. Este senhor planejou um sistema de governo específico para a classe alta, no sentido de que somente os ricos – e eruditos – tirassem proveito da estrutura de governo.

O Sr. Madison odiava a “tirania da maioria”, que era o disfemismo utilizado pelos fazendeiros e burgueses ricos para se referirem à “democracia”.

É óbvio que a burguesia odeia essa ideia ridícula (para eles) de “governo do povo”.

Aliás, no padrão da teatrologia democrática americana – copiada pelo ocidente - todas as instituições “democráticas” existem exatamente para conter a patuleia, ou seja, a classe baixa. 

Em nenhum momento da história “democrática” se vai encontrar instituições como tribunais, congresso, forças policiais e o próprio sistema eleitoral funcionando a favor do “povo”. Esse pensamento é uma bobagem, basta conferir quem são os mortos, os presos e os desaparecidos que se iludiram com uma democracia “de verdade”.

(...)

O teatro é tão teatral nesta terça – lá nos EUA – que nem feriado é.  O engodo dos colégios eleitorais já começa na votação dos delegados escolhidos, aqueles que podem votar.

O sistema é medieval, do papelzinho com furinho, transportado em malotes, só faltando apenas as carruagens. Atas? Que nada.

Quem for votar deve se registrar com antecedência. As regras de domicílio podem ser mudadas no mesmo ano eleitoral. O registro eleitoral pode ser invalidado sem regras claras, como também é possível fazer a remoção em massa de eleitores para outros locais de votação, em cima da hora.

A diferença de peso de cada estado permite que o candidato vencedor não seja aquele que tenha o maior número de votos, como aconteceu em 2016 (Hillary Clinton).

E ainda, considerando-se uma decisão de 2010, conhecida como “citzens united”, os bilionários podem fazer “doações” à vontade. Como se trata de um investimento, o lucro está na vitória e no retorno das ações políticas do candidato vencedor.

É desta forma que o capitalismo “investe” na democracia, com candidatos comprados e com “rabo preso”. Yes, “democracy is our busines, of course”.

Por aqui, nas “terras brasilis” – tem gente que acha que o país é um “puxadinho”americano, daí ficam assim, para lá e pra cá, preocupadíssimos, parecendo até uma torcida aflita para o novo “capitão-do-mato” que a casa grande vai escolher.

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