“Terrivelmente Evangélico”, o pescador de ilusões

CREPÚSCULO DA LEI - ANO VIII – CCCLXIII
“Terrivelmente Evangélico” (TE) é o codinome de ministro impostado à Alta Corte pelas forças cristofascistas do Bozogolpe tardio. Sua missão é proteger a Bozofalcatrua S.A. a todo custo, principalmente a ultracorrupção da família Bozo, bestial modelo de organização criminosa – ORCRIM.
Pois bem. Para proteger o larápio primogênito da ORCRIM, o TE desencadeou procedimentos de investigação contra um sujeito filho de presidente, com explícitos objetivos de retirar da pauta os vínculos do pilantra Bozo Jr. com “Il Capo Vorcarum”.
É óbvio que o magistrado TE sabe perfeitamente que é um JULGADOR, e não comandante de investigações. No sistema acusatório o magistrado preside processo penal depois da denúncia do órgão do “Parquet”. Comandar, determinar investigações se constitui, evidentemente, em intervenção abusiva, principalmente quando o TE escolhe seu delegado favorito dos tempos da bozoconfraria.
Ocorre que o TE não está nem aí. No rompante tirânico, eis que o ministro TE também determinou que as provas sejam encaminhadas ao seu gabinete, antes que a Polícia Oficial conclua tecnicamente o trabalho investigativo. É dali que saem as pombas da seletividade para a imprensa abutre.
Ora, a missão do TE está correspondendo exatamente as orientações do Bozo-master, naquilo que envolve a sabotagem das ações que queiram investigar a família ou os amigos da família ORCRIM. É a reedição da maldita LAVA-JATO, aquela que, de tão perniciosa, tem até um MUSEU próprio, o qual pode ser consultado nas redes www sem esforço, mas com muito espanto.
Então, a situação está assim: O TE está apurando, investigando abusivamente, imoralmente, ilegalmente, e depois se apresentará, bibli-belicosamente, para julgar sua “corpore ilusionis”, ao mesmo tempo em que é laureado pela mídia abutre, com a qual divide o (mal) caráter seletivo.
O (mal) caráter seletivo é o cerne da questão: sem lastro, sem cadeia de custódia, sem legitimidade, sem moral. É nesse sentido que a PESCARIA das más intenções está funcionando no rio das eleições 2026.
Essa “pesca predatória” é chamada de “Fishing Expedition” pelos teóricos do processo penal, a qual funciona da seguinte forma: sem vez de existir uma hipótese criminal suficientemente delimitada e a partir dela serem buscadas provas, a investigação estaria pescando a esmo elementos que eventualmente pudessem incriminar o alvo, custe o que custar.
Tudo se torna ainda mais aviltante, sob o ponto de vista jurídico, pelo fato se ser notório que Bozo Jr. recebeu de Il Capo Vorcarum a quantia de mais de cem milhões de reais para o filme “A Besta Azarenta”, sem o que magistrado TE tivesse autorizado as devidas investigações para esse caso.
Por fim, há ainda um ponto particularmente importante: A PGR pediu que os inquéritos do tal filho do presidente fossem remetidos à primeira instância, sustentando que não haveria, naquele momento, autoridade com foro especial.
Alguém acredita que o TE irá aceitar tal parecer? Não. Para ele esse peixe não serve. A pescaria deve prosseguir.
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