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Domingos Sávio Calixto

Lawfare, guerra híbrida e sabotagem nas eleições brasileiras

Por Redação Jornal Agora · Redação· 3 min de leitura
Lawfare, guerra híbrida e sabotagem nas eleições brasileiras

CREPÚSCULO DA LEI - ANO VIII – CCCLXIV


A história do Brasil demonstra que a “direita” colonialista praticamente não age de forma nem moral, nem legítima nas eleições no Brasil. Aliás, a história recente política latino-americana demonstra que a ilegitimidade vai do sequestro e morte de candidatos até a grosseira invasão militar, pois o poder colonial daqui aprendeu que democracias podem ser sabotadas, legitimidades podem ser destruídas e eleições podem ser condicionadas sem que um único soldado atravesse a fronteira.

O Brasil de 2016 constitui-se em um dos exemplos mais importantes dessa história. Documentos, posteriormente desclassificados, demonstraram as ações de “guerra híbrida” para a derrubada de Dilma Rousseff mediante a preparação da farsa chamada Lava Jato, culminando com o sequestro e prisão do candidato favorito ao pleito.

A guerra híbrida, portanto, não pertence apenas ao imaginário conspiratório latino-americano: sua presença histórica na política regional encontra-se amplamente documentada, e por isso a “mídia” já demonstra sinais claros do candidato Bozo Jr. como candidato escolhido.

É nesse ponto que surge o conceito de lawfare, entendido como utilização estratégica do aparato jurídico para atingir adversários políticos, econômicos ou geopolíticos, como este que está sendo praticado contra o filho do atual presidente, com claros intuitos de criar um cenário de desconfiança e receios.

O direito, no lawfare, deixa de funcionar exclusivamente como limite ao poder e passa a funcionar como instrumento de defesa do poder. Na América Latina, essa transformação tornou-se particularmente perceptível nas últimas décadas.

Investigações anticorrupção, processos penais, prisões preventivas, delações premiadas, vazamentos seletivos, operações policiais, cobertura midiática e decisões judiciais podem formar uma cadeia capaz de modificar o campo eleitoral antes mesmo que o eleitor compareça às urnas. Na realidade, são farsas destinadas a submeter uma nação à tirania colonialista de sempre.

Nesse sentido, as “entrevistas” e debates planejados por emissoras televisivas no Brasil são, vergonhosamente, manuais da ditadura em ação, vexames contrapostos por fraudes jornalísticas e políticas de favorecimentos partidários.

Não resta dúvida de que métodos de lawfare já estão sendo colocados em prática no país, apoiados por organizações terroristas, apoios externos, ou outros internos, onde não se mede ações de qualquer violência para impor a ideologia política necessária. 

É óbvio que a ditadura estadunidense e o sionismo do terror possuem interesses nas eleições do país, e farão de tudo para que o candidato Bozo Jr. chegue ao poder. Daí, agem pelo controle da narrativa sobre corrupção, controlando parcialmente a percepção sobre legitimidade política. E quem controla a percepção sobre legitimidade pode determinar o resultado das eleições. 

Portanto, (1) um escândalo pode nascer de uma investigação ilegítima (2) uma informação falsa pode ser vazada intencionalmente (3) um fato jurídico pode ser distorcido por determinada interpretação midiática (4) uma rede social pode amplificá-lo milhões de vezes (5) algoritmos podem identificar os grupos sociais mais receptivos à mensagem (6) influenciadores contratados podem transformar uma informação técnica em” indignação moral”.

A guerra híbrida, nesse sentido, não precisa fabricar toda a realidade. Basta selecionar, ordenar e amplificar determinados fragmentos dela. E isso já está acontecendo.


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