Agora na Câmara: Perfil do vereador Zé Luiz da Farmácia

Flávio Flora
O vereadorJosé Luiz de Faria Campos (PMN), 66 anos, atuante no comércio farmacêutico, casado com Regina Célia de Faria Campos, tem três filhos: Maria Carolina, José Luiz Júnior e Virgínia Célia; e uma neta, Carolina.
Zé Luiz da Farmácia (nome parlamentar com o qual foi eleito com 2.359 votos)define-se da seguinte forma:
– Sou uma pessoaque está em busca de si mesmo e, como uma pedra bruta, estou sendo lapidado.
Para ele, o pior defeito que um homempode ter “é o mau caráter e a mentira”.
Perguntado sobre o que não gosta de fazer, o vereador disse que só não gosta de ser “acuado”:
— Para mim, tudo tem sua razão e sua beleza — disse, parafraseando Caetano Veloso — menos “a ameaça e a chantagem”, que lhe provocam reações “primitivas”.
Entre as qualidades que vê em si mesmo, destaca o respeito pelas pessoas e “por todas as crenças religiosas”. Suas palavras de ordem são“franqueza, ousadia, lealdade e desprendimento”. E entre os defeitos, Zé Luiz diz que precisa dominar a língua e ser menos invasivo, citando também seu modo de “criticar ironizando”.
Gostos e preferências
Entre seus gostos e preferências comuns, Zé Luiz destaca o hobby de ler sobre mitologia grega e de colecionar coisas do clube Vasco da Gama, seu preferido, destacando a Cruz de Malta vermelha estampada no uniforme. Na juventude, gostava de jogar futebol: era conhecido pelo apelido de “Tigrão”, dado por ser “ligeirinho e barbudo”.
“Tigrão” é católico de berço, mas adepto do espiritismo kardeciano, que conheceu quando procurava ajuda para melhor compreender a condição autista de sua filha mais velha. Naquela época, havia pouco conhecimento sobre esse distúrbio neurológico e “os seres de luz” foram importantes.
Sobre comida, disse que não é “exigente”, mas que gosta “muito de pão de queijo e de feijoada”. Disse que sua preferência por estilo musical é o do“sertanejo de raiz”, às vezes algum clássico popular, mas destaca uma canção francesa que marcou sua vida nos anos 1960: “Aline”, de Christopher.
Experiência política
Falando de seu ingresso no mundo da política, o vereador Zé Luiz referiu-se a seu pai, “que foi um dedicado líder comunitário” e é sua inspiração nesta nova missão assumida. Lembrou-se de seu irmão que também realizava serviços voluntários e dos ex-vereadores Mauro Corgozinho Raposo e Sargento Geraldo, com os quais aprendeu muito sobre a vida pública. Mais recentemente, atuou na presidência da Associação de Moradores do Bairro São José, quando consolidou sua marca política: “o ideal comunitário”.
Sobre a vida profissional, de proprietário e prático de farmácia, Zé Luiz disse que vai manter porque realiza um trabalho “espiritual” no seu estabelecimento, onde atende dezenas de pessoas todo dia. Afirmou que seu trabalho não vai prejudicar sua atuação como vereador, pois estará muito presente na Câmara.
Sobre seu posicionamento em relação à gestão Galileu Machado, o vereador foi direto:
— Não tenho divergência com ninguém. Todas as pessoas são boas até que mostrem o contrário. Eu tenho afinidade é com quem demonstra transparência. Não gosto de gente que joga em três times — ressalva Zé Luiz, reafirmando sua posição de “fazer uma política de boa convivência com os colegas, sem comprar ninguém, sem enganar ninguém”.
Prioridades do momento
Analisando a cidade, o vereador “Tigrão” destaca que a hospitalidade do povo é o melhor de Divinópolis.Sobre o que mais o impressionou na Câmara, ele citou a estrutura do Poder Legislativo Municipal, que ainda está conhecendo. Preferiu não destacar algum ponto ou algum projeto que está em estudos, mas entre suas metas de vereança, comentadas durante a conversa, incluem-se o Hospital São João de Deus, a UPA 24 horas e o apoio à construção de um hospital psiquiátrico em Divinópolis, entre outras menções.
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