Campanha contra a jogatina

A Câmara de Divinópolis sediou no último dia 30, a primeira reunião pública sob o tema “Família e Jogatina não Combinam”, com palestras do promotor da Infância e Juventude, Casé Fortes e do psiquiatra Tiago de Oliveira Braga. O primeiro dissertou sobre as implicações legais para os pais que não têm tomado providências quanto ao envolvimento dos filhos com os jogos, o que pode comprometer o exercício do poder familiar, e o segundo sobre os problemas psicológicos e psiquiátricos que podem advir do envolvimento com os jogos.
Poder Familiar
Segundo a mestre e doutora em Teoria Geral do Direito e Filosofia do Direito, Maria Helena Diniz "O poder familiar consiste num conjunto de direitos e obrigações, quanto à pessoa e bens do filho menor não emancipado, exercido em igualdade de condições por ambos os pais, para que possam desempenhar os encargos que a norma jurídica lhes impõe, tendo em vista o interesse e a proteção dos filhos." Se os pais não estão atendendo devidamente a seus deveres e a obrigações no exercício da maternagem e da paternagem, pode ocorrer a perda do poder familiar, por descumprimento desses deveres a eles inerentes. Portanto, não se trata só de um joguinho, não é só “vai que ele ganha”, isso pode levar o filho a ser institucionalizado. Onde a família falha, assume o Estado!
Questões psicológicas e psiquiátricas
Crianças e adolescentes estão desenvolvendo dependência em relação aos jogos e já se submetem a tratamento para tentar se livrar do vício. Infelizmente, em alguns casos, embora estejam em tratamento, não têm apoio em casa para conseguir se libertar. Em outros casos, o jovem está iludido com o poder de enriquecimento por meio dos jogos e isso porque as propagandas mostram pessoas bem sucedidas que juram que se enriqueceram com os jogos online. Realmente, pura ilusão! Muitos ou já eram abastados por outros meios ou apenas fingem estar ricos, vendendo uma ideia distante da própria realidade. Há ainda os que juntando a dependência e a tristeza profunda, depressão, acabam encontrando no autoextermínio a solução. Nós, pais, temos que ficar alertas. O perigo está dentro de casa!
Vergonha
Embora tenha sido divulgada pelas rádios, canais de TV, jornal impresso, redes sociais, poucos munícipes compareceram ao evento. A princípio, a comissão organizadora entendeu tratar-se de descaso da população com a gravidade do tema, mas, depois chegou ao conhecimento de que muitos não compareceram por vergonha, receosos de prejulgamentos, pois estão com o problema em casa e não sabem como lidar. Ora é pai, é mãe, é irmão, é filho. A comissão teve informações de perdas estimadas em R$ 500 mil e até de mais de R$ 1 milhão. Se o assistido está comprometendo o Bolsa Família, outros, todos os bens da família, alimentados pela quimera de que vão ganhar. Como bem diz o promotor Casé Fortes: “a casa sempre ganha!”
Vergonhoso
Se as famílias não foram por se sentirem acanhadas, o que dizer dos vereadores? Embora sejam os “donos da Casa” pelos próximos quatro anos, foram convidados para o evento EM SUA PRÓPRIA CASA. Entretanto, somente Matheus Dias (Avante) compareceu, fez uso da palavra e está participando ativamente da campanha. Seu gabinete tem recebido pessoas que estão em busca de ajuda. Ficam registrados a admiração e apreço da colunista. O que entristece é que antes das eleições, a colunista fez uso da tribuna e todos, sem exceção, alguns que estão nesta legislatura, foram uníssonos em dar apoio, mas eleitos, promessa jogada no ralo. 2026 está aí!
Agradecimentos I
Ficam registrados os agradecimentos à presença da presidente do PL Municipal, Cherie Mourão, que também representou o deputado e Presidente Estadual do PL, Domingos Sávio. Desde o início, ambos têm apoiado ativamente a campanha. Seu compromisso com a família é um dos pilares do seu partido. Agradecimentos também à deputada estadual Lohanna França (PV) que se fez representar por sua assessora Bruna Rocha. Quando do convite, esta colunista e a deputada conversaram sobre a importância de se valer de sua liderança sobre os jovens e orientá-los sobre os perigos dos jogos online, tendo a deputada se colocado à disposição. Bravo!
Agradecimentos II
A Polícia Civil que na mesma data havia deflagrado a “Operação Juros Altos”, em razão ao grave problema da agiotagem que “vende dinheiro”, fez-se representar por meio da chefe dos Cartórios, Janaína Araújo Santos, e a PMMG, representada pelo comandante do 23º Batalhão, tenente- coronel, Alexsandro César de Sousa e a 7ª Região, o major Robson de Freitas Neves. O CBMG, marcou presença com o major Thiago Augusto. Comparecimento triplo que demonstra o comprometimento das forças de segurança em busca de meios de ajudar a sociedade a lidar com esse mal que tem refletido no aumento da criminalidade e consequentemente, aumentando a sensação de insegurança. Aplausos de pé!
Semed
A Secretaria Municipal de Educação, por intermédio da coordenadora de programas e projetos, Patrícia Rodrigues Tavares, compareceu e passou a integrar a comissão organizadora. A ideia é fazer reuniões na própria Semed e nas escolas com pais e mestres, e também na secretaria com a presença de autoridades e profissionais da saúde. Nota 1000! Espera-se o envolvimento dos profissionais da educação da rede pública estadual e também das particulares.
Absurdo
As decisões de Donald Trump em relação às pessoas trans, ferem os ideais democráticos do país. Algumas beiram ao absurdo. Está igual a ser branco no Brasil. É quase um crime.
Comarca de Carmo do Cajuru
A comarca vizinha não tem juiz titular, não tem telefone para que se comunique com a secretaria. Pasme! Há um cartaz na entrada, DESDE OUTUBRO/2024, dizendo que o telefone está inoperante desde maio/2024 e que está sendo providenciada a reparação. A passos de cágado, diga-se de passagem. Ah, se se manda email, não respondem; se pelo WhatsApp, pode ocorrer de levar dias para obter resposta. Em tempos modernos, mesmo com virtualização, sem esfregar umbigo no balcão, fica-se a ver navios. Culpa da secretaria? Não! Do juiz de uma vara já assoberbada e que que arrisca sua vida na estrada todas as semanas? Também não. É mais em cima!
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