É hoje!

A Campanha “Família e Jogatina não Combinam” terá sua primeira reunião hoje à noite, na Câmara de Divinópolis com palestras do promotor da Infância e Juventude da Comarca de Divinópolis, Casé Fortes, e do médico psiquiatra Tiago de Oliveira Braga, que tem assistido crianças, adolescentes e adultos na luta contra o vício nos jogos online. O aumento de autoextermínio, criminalidade e ruptura familiar em razão dos jogos é preocupante e atinge a sociedade como um todo. Lembremos sempre: não acontece somente com o vizinho ou parente distante.
Dentro de casa
Os jogos online fazem parte do grupo “perigo dentro de casa”. Conforme já transmitido antes, o celular muitas vezes funciona como babá eletrônica e há casos de crianças viciadas com idade abaixo dos nove anos. E não são somente jogos: os predadores sexuais online estão cada vez mais ousados. Como bem diz o promotor Casé Fortes: “menor de 18 anos não tem senha para os pais.” Na lista dos perigos, temos ainda o abuso sexual, cujos os casos absurdamente aumentaram com a pandemia. Aqueles que deveriam proteger, são os maiores algozes, vez que pessoas próximas respondem por 68% dos abusos cometidos contra crianças de zero a nove anos de idade. O terceiro perigo e merece tópicos, são os animais de estimação.
Roça x cidade I
Primeiramente é preciso esclarecer que a colunista é da roça e ter animais de estimação faz parte da realidade da criança caipira desde os primórdios, mas difere muito da cidade e coooooooomo difere! Na roça, os animais não adentram a casa, somente os gatos para cuidar dos ratos e não passam da cozinha para o terreiro e os cães são guardiães para latir quando chega visita ou quando há alguma ameaça. Ah, toda criança ganha um pintinho que pode acabar na panela. Com porco é a mesma coisa. Quando nasce é lindinho, vira presente para a criançada e quando o bichinho cresce, vira torresmo, carne de lata, linguiça, chouriço. Sem traumas! Vida que segue. Criança raiz!
Roça X cidade II
Mas há quem, após vir para a cidade, não mais come ave em memória do pintinho que ao crescer virou almoço de domingo e nem come carne de porco pelo mesmo motivo. Nutella que diz, não é?
Animais abandonados
Segundo estatísticas da Organização das Nações Unidas (ONU), 150 milhões de pessoas vivem em situação de rua no mundo, e 1,6 bilhão vive sob condições inadequadas de habitação. Em se tratando de animais, são pelo menos 346 milhões pelo mundo, sendo 203 milhões de gatos e 143 milhões de cães. Estudo da American Humane Association mostra que um casal de cachorros pode originar, em sucessivas gerações, 80.399.70 filhotes em um período de 10 anos. Há mais de dois animais por pessoa em situação de rua. Há quem se preocupa com um, com outro, com ambos e com nenhum.
Vira-lata Caramelo
Até há pouco tempo só os sem raça definida, os chamados vira-latas, é que se encontravam em situação de rua e acabaram se tornando paixão nacional. Aliás, há um projeto de lei em tramitação na Câmara Federal (1897/23), que busca reconhecer o cachorro vira-lata caramelo como manifestação cultural imaterial do Brasil. A proposta é de autoria do deputado Felipe Becari (União Brasil-SP) sob alegação de que a iniciativa surgiu por conta da representação positiva que o cão possui no país, sendo um símbolo de lealdade, amor e respeito aos animais. Atualmente, o projeto está em análise na Câmara dos Deputados. Nota 1000!
Porém
Há muitos animais que são de raça bem definida e até de alto valor comercial que estão nas ruas. Mas qual o porquê? Absurdamente, muita gente acha que é moda, sai um filme, novela, série em que há algum personagem com algum cachorro ou gato, aí vira febre aquela raça. Passados os eventos da telinha, novas raças entram na “moda” e aos antigos, resta a rua e como são tratados como crianças, acabam não sobrevivendo às dificuldades apresentadas pela vida sem um teto acima e alguém para cuidar. Covardia!
Perigo em casa
Mas voltando ao perigo em casa. Do terreiro passaram para dentro para fins de apoio emocional e daí desenvolveu-se uma relação doentia em muitos casos, pois o excessivo apego aos animais de estimação, oppps, pets, acabou adoecendo as pessoas. Em alguns casos, até a medicação é a mesma e doenças nunca vistas em animais apareceram, tais como epilepsia, esquizofrenia, depressão, dentre outras. De guardiães, os animais se tornaram tutelados e se antes o homem era protegido por eles, hodiernamente é o contrário. Há casos de pessoas que dormem no chão porque cederam a cama para os bichinhos e há quem durma na sala porque o quarto é dos bichos. Há pessoas vivendo em espaços minúsculos com muitos cachorros e gatos, comprometendo tanto sua qualidade de vida quanto a dos animais. Há quem não saia de casa porque não pode deixar o animal sozinho. Há quem cuide melhor dos animais de estimação do que dos próprios filhos. Assim como os jogos, há quem tenha a renda comprometida com os ditos pets. A relação passa longe de ser saudável. A influenciadora e modelo Paris Hilton tinha um porco de estimação com o qual dividia a própria cama. Não se trata de parafilia e sim de excessivo apego. O ator hollywoodiano George Clooney, não era diferente. Ele teve um porco por mais de 18 anos a quem batizou de Max, e com quem dividia a própria cama, apesar dos 130Kg do animal. Para o ator, o porco era um membro da família e era seu melhor amigo. A lista de sandices é grande.
Relação saudável
Doutora Mariella Ribeiro, a melhor veterinária que existe, sempre fala sobre ser guardião de forma sadia e responsável. Aí, não há perigo. Uma coisa que sempre pontua é que para ser pai ou mãe de pet, assim como ter filhos humanos, é preciso planejamento. Ela é proprietária da DoutorVet Centro Médico Veterinário, estabelecida na avenida Contorno, 295, Centro, Divinópolis, tel/whatsapp 3731121940, https://www.instagram.com/doutorvetcmv/.
Eita
Enquanto servidores públicos federais da Justiça do Trabalho lutam por reposições salariais, reestruturação de carreiras e pelo preenchimento de centenas de cargos vagos nos Tribunais Regionais do Trabalho, os 27 ministros desta Justiça especializada não têm o que reclamar, vez que 26 deles receberam, em dezembro passado, valores acima de R$ 250 mil. A média foi de R$ 357 mil líquidos. O ministro Sérgio Pinto Martins recebeu a maior remuneração, R$ 419 mil. No Brasil, seja lá em qual esfera dos três Poderes, o que rege é: “farinha pouca, meu pirão primeiro”.
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