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Editorial

É preciso

É preciso

Amanhã é celebrado o Dia Nacional da Liberdade de Imprensa. A data foi criada com o objetivo de reforçar a importância da liberdade de expressão para a nossa sociedade, além de ser um momento para combater a censura e denunciar os desafios enfrentados pelos jornalistas. Apesar de boa parte da população ainda preferir surfar em ondas de extremismo, polarização e negacionismo, insistindo em atacar a imprensa, essa é a mesma imprensa que sustenta a democracia no Brasil. 

O 7 de junho não é apenas uma data, uma comemoração ou um dia para brindar a profissão. É símbolo de resistência, de mostrar que está do “outro lado da trincheira” é o que ajuda este país a se manter de pé e não ruir em meio ao caos. Ser imprensa definitivamente não é fácil. Acompanhar de perto fatos que revoltam, provocam tristeza e desolação não é para qualquer um. Muito além de ser, é preciso “nascer”. Sim! É preciso nascer com o desejo de mudar o mundo com as palavras e acreditar, dia após dia, que essa transformação vem. Nem que seja aos poucos, pelo simples fato de resistir ao descaso, à dura e cruel realidade, que na maioria das vezes supera as piores previsões. 

Para “ser imprensa” é preciso ter coragem e ser movido por uma paixão. É necessário resistir às fake news, ao negacionismo e aos tombos. E, a cada tropeço, se levantar cada vez mais forte. Ser livre exige força, coragem, resistência, esperança e amor. É preciso ter sempre o olhar para o melhor, mesmo nas piores pautas, nas piores denúncias. É preciso acreditar sempre que o melhor está por vir, mesmo que demore a chegar. 

Ser imprensa é lutar, dar voz e prezar sempre pela democracia. Como disse Voltaire: “Discordo do que você diz, mas defenderei até a morte seu direito de dizê-lo”. É exatamente assim que nós acreditamos que o mundo deve ser: livre, justo e democrático. Afinal, o caminho para a evolução passa por justiça, liberdade e  equidade. 

Na véspera desta data tão importante, fica o recado: não pararemos. Continuaremos na luta para tornar o mundo um lugar melhor. Para mudá-lo com as nossas palavras. Resistiremos às fake news, ao negacionismo e às piores previsões, pois somos apaixonados pelo jornalismo e pela democracia. Nascemos destinados a sermos corajosos, resistentes, insistentes, para dar voz a quem não, para sermos luta, sonhadores. Nascemos para sermos imprensa, e sobretudo, livres! Dia após dia, notícia após notícia. Afinal, é como alguém disse por aí: “Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade”. Seguimos imprensa e livres. Acreditando, sim, em um mundo melhor.

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