Ecocídio e homicídio no RS

CREPÚSCULO DA LEI – Ano VI – CCLXXXII
Ecocídio é o crime de extermínio (vital) do meio ambiente. Homicídio é o extermínio da vida humana. Os dois juntos – em concurso – produzem crimes contra a humanidade. É o que foi praticado no Rio Grande do Sul, e continua.
A autoria de tais crimes tem fundamento neoliberal do lucro a todo custo. Nada importa, apenas e tão somente o ganho financeiro.
O neoliberalismo impregnou-se no Brasil de forma mais contundente desde a famigerada gangue da Lava Jato, instalada no esbulho contra Dilma Rousseff e figurada no sequestro de Lula da Silva.
Seguiu-se a instalação de uma ORCRIM – organização criminosa – em Brasília, cuja cúpula de antiministros agiu sob a pseudochefia de um testa-de-ferro cruel e delinquente, bem como sua família lombrosiana de desviados.
Essa ORCRIM destruiu o fraco senso de nacionalidade do país, fraco desde os tempos das capitanias, alimentado pela ignorância da maior escravatura da história.
Essa fraca nacionalidade ignorante desmoronou-se facilmente, tanto mais diante de vozes pastorais prometendo a salvação em troca do patrimônio, todo o patrimônio, se possível. Seres repugnantes e desprezíveis, extorquindo da miséria na pior vertente do capitalismo.
Ainda assim, o pouco restante de nacionalidade serviu para tirar o delinquente da chefia do executivo, não antes dele se valer de seus zumbis amarelos para deixar um rastro de violência e destruição contra o paço das instituições.
Esse delinquente líder já deveria ter sido preso, mas os fiscais da lei – na pessoa do fiscal da lei geral – ainda não agiram para tal. Ele continua solto e as forças que ele representa continuam atuando.
São forças estruturais, macrocriminosas, que matam pessoas pela mentira, pela dissimulação e pela cilada. É assim que age o neoliberalismo na busca pelo lucro.
Por mais execrável que pareça, o neoliberalismo continua capitalizando no RS. Ele consegue lucrar no pior nível de qualquer tragédia, como na pandemia, porque ele é uma tragédia.
Com apelo normativo, os fiscais da lei têm o dever constitucional de vir a público e dar clareza aos nacionais restantes quanto as providencias que estão sendo tomadas. Devem indicar firmemente as ações contra os criminosos da morte e do lucro atuando no RS, seja pela fraude, seja pela omissão.
Além do mais, já existem elementos suficientes para a prisão cautelar do ex-presidente. Por muito menos provas outros já estão no cárcere, o que é um desequilíbrio jurídico.
Enquanto o ex-presidente não for preso como determina a lei - como seus subalternos já foram - o registro das delinquências prosseguirá, a escambo de mais extermínio do meio ambiente e mais vítimas. É um caos a espera de justiça.
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