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Preto no Branco

Enfim 

Enfim 

Quase 20 dias depois e após muita polêmica, Deusdete Campos (PV) foi empossado na reunião desta terça-feira e agora compõe a Legislatura que mais trocou de vereador na história da Câmara. Seu concorrente Washington Moreira (Solidariedade) que brigava judicialmente pela vaga, até tentou impedir a posse até que houvesse outra decisão da Justiça , mas a Procuradoria entendeu que a vaga é do partido. Assim, Campos passa a ser o 23º vereador a assumir uma cadeira desde 2021. Agora, se espera que siga assim até dezembro. No entanto, ainda tem a situação dos vereadores Eduardo Print Júnior e Rodrigo Kaboja que pode ter novidades depois das eleições. Aguardemos 

'Se exploda'

Ao declarar apoio a Bruno a Engler (PL), o senador Cleitinho deixou claro que sempre teve liberdade dentro do partido para fazer definições pessoais em detrimento das partidárias. No entanto, a decisão causou certo mal-estar no seu partido, o Republicanos, que também possui pré-candidato próprio: o deputado estadual Mauro Tramonte. O divinopolitano disse que andará ao lado de Bruno por ter uma ligação com ele, e sempre deixou claro a sua legenda  sobre suas definições pessoais. A decisão de Cleitinho não agradou boa parte do partido, incluindo o próprio Tramonte que chegou a cobrar o apoio do senador durante entrevistas a veículos de comunicação de Belo Horizonte. Mas, de longe, fez  Cleitinho mudar sua decisão e afirmou em discurso: “Eu quero que a fidelidade partidária se exploda”. Sem mais. 

Relação antiga 

Por sua vez, Bruno Engler ressaltou que a aliança já era  esperada por ter uma relação antiga com o senador. Disse também que o combinado de apoio nas eleições municipais não diz respeito à relação entre os partidos Republicanos e PL, mas sim ao relacionamento dele com Cleitinho, que foi mais longe: revelou que escolheu apoiar Engler por “gratidão e caráter”. E confirmou que não seguiu orientação do partido. Logo depois da polêmica, surgiram informações de bastidores que Cleitinho poderia deixar sua atual sigla. Questionado, respondeu que esse é seu jeito de fazer política, e que, se porventura, o partido não concordar, sai numa boa. Para onde? Há quem diga que é o Novo de Romeu Zema e do seu irmão Gleidson Azevedo, candidato à reeleição de prefeito. Ou o caminho seria o PL do ex-presidente Jair Bolsonaro e do seu outro irmão, o deputado Eduardo Azevedo? Partidos que já estão costurando as escolhas de 2026.

No lixo 

E Cleitinho não é o único que não seguiu a fidelidade com o Republicanos.  Seu primeiro suplente, Alex Diniz, disparou contra o partido e anunciou que entregou seu cargo de vice-presidente da sigla durante a convenção do PL em Governador Valadares na noite desta segunda-feira. Em discurso alterado de apoio à candidatura do deputado Coronel Sandro à Prefeitura da cidade do Leste de Minas, Diniz jogou a carteirinha do partido e a camisa do Republicanos na lata de lixo. Ninguém entendeu já que ele também declarou apoio abertamente a um candidato do PL, não seguindo diretrizes partidárias. Demonstrações mais do que claras que está em um partido,  não respeita as normas,  é regido por outro e, certamente, se juntará ao Coronel Sandro no seu na primeira janela partidária. Um filiado que se preze tenha, no mínimo, respeito pela sigla escolhida, a qual ele não foi obrigado a se filiar,   não presta a um papel desse. A não ser que tenha interesses duvidosos por trás. E muito menos, age com esse  extremismo ridículo. 

Com folga 

E apesar dessa briga toda para defender o PL, pelo menos em Belo Horizonte, ele está longe de ser o preferido na corrida eleitoral de 2024. O deputado estadual Mauro Tramonte (Republicanos) está na frente na disputa pela Prefeitura com 25% das intenções de voto, liderando com folga, segundo pesquisa realizada pela Genial/Quaest, divulgada no mês passado pelo jornal Estado de Minas. Em segundo lugar, levando em conta a margem de erro de três pontos percentuais, há um empate técnico entre seis candidatos: Bruno Engler (PL), João Leite (PSDB), Duda Salabert (PDT), Fuad Noman (PSD), Carlos Viana (Podemos) e Rogério Correia (PT). Pode ser que de lá para cá, tenha havido alguma alteração, mas pelas informações que vem da capital dos mineiros, tudo caminha sem nenhuma mudança. 

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