Escolha a vida

Cláudia Braz lançou, nessa última terça-feira, 21, na sede da Academia Divinopolitana de Letras o seu primeiro livro com o título: “Tabagismo: da Dependência à Liberdade – você é mais forte do que o cigarro. Escolha a vida”. Durante o lançamento, várias pessoas depuseram sobre seus dramas tabagísticos e o que fizeram para se livrarem do vício.
Na verdade, o ser humano é cheio de hábitos, desde aquele de passar todos os dias pelo mesmo lugar, como outros que incomodam a meio mundo. Um desses hábitos é o de fumar. Mas, pelo que estou sabendo, além do incentivo de Cláudia Braz, os fumantes estão com os dias contados. Em Nova York, já foram encurralados; só falta ser picados, bem miudinhos, e lançados à sopa. Não vai ficar um sequer para contar a história.
Outra notícia que me deixou radiante é a que eu li nos jornais um dia desses. O Brasil vai assinar a convenção, de algum lugar do planeta, que restringe ao máximo o uso do tabaco. Tomara que o “jeitinho” brasileiro não interfira na aplicação da lei. “É proibido fumar, foi o anúncio que eu li”, cantava Roberto Carlos em tempos idos. Uma lástima que tenha ficado só na canção.
Não sou contra os fumantes. Aliás, os adoro na salada, com bastante cebola, salsinha, azeite, pimenta e limão, mas não suporto a fumaça de cigarro, que me persegue a quilômetros de distância. Isso agrava a alergia que me atormenta e me faz perder a respiração. Além disso, está mais do que provado que cigarro é um veneno para a saúde, tanto de quem fuma como de quem está por perto.
Recentemente fui a uma festa, que prometia muito, mas fui expulso pelas fumantes. É incrível, mas os homens presentes se comportavam com toda santidade. As mulheres, porém, transformaram o ambiente na cratera do Vesúvio. A fumaça impregnava as roupas, os cabelos e tudo mais. Aproveitei a oportunidade para fazer uma pesquisa, das mais sérias, e constatei que o sexo feminino tomou o lugar do masculino nessa deprimente empreitada.
Em determinado momento, o cinzeiro se encheu. Logo pensei: como não há mais lugar para colocar os tocos de cigarro, e como se trata de uma festa chique, não acredito que as madames vão usar os copos para colocar as cinzas; vão dar uma pausa. Ledo engano. De repente, uma ordenou: “Garçom, troque o cinzeiro”. Logo em seguida, cinco delas, de uma só vez, acenderam os malditos. Fiquei escandalizado.
É bom que se diga, para quem ainda não sabe, que cigarro é também antiecológico. No mundo inteiro perde-se hectares de florestas, arruína-se a fauna e a flora com incêndios causados por cigarros. E a mania horrorosa de jogar toco de cigarro pela janela? Além de emporcalhar o ambiente, coloca em risco a vida alheia. Então, fumantes, apaguem o cigarro, senão podem acabar na panela.
augustofidelis1@gmail.com
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