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Augusto Ambrosio Fidelis

Beleza do Hino Nacional

Por Bruno
Beleza do Hino Nacional

De tudo que acontece nesta vida há de se tirar uma lição, não somente individual, mas também coletiva. A Copa do Mundo de 2026, ora em andamento, é uma vitrine por onde se pode ver as emoções mais profundas do ser humano transformando-se palavras e atitudes, para o bem e para o mal. São muitos interesses em jogo, não só futebolístico, mas também político, ideológico. A Seleção Brasileira está num processo de decadência contínua. Além das notícias de corrupção na CBF, as convocações, em sua maioria, não são por mérito, mas pela possibilidade de atender a empresários que lucram em cima dos seus atletas.

Mesmo as pessoas mais indiferentes ao futebol, quando há oportunidade, manifestam-se preocupadas com os rumos do esporte que identifica a alma brasileira. A Seleção não é apenas um grupo de jogadores em movimento no campo, mas os soldados da nação em batalha pela valorização da imagem nacional perante o mundo. Infelizmente, por pouco, a camisa verde e amarela foi abandonada, para dar lugar à camisa vermelha, a cor do partido dominante. Graças a Deus, ainda que sob protestos, prevaleceu o bom senso e a tradição.

Vale lembrar que, em meio ao turbilhão, a imprensa internacional descobriu a beleza do nosso Hino Nacional destacando-o no concerto das nações. O jornal norte-americano The New York Times o elegeu como o mais bonito entre as 48 seleções participantes da Copa do Mundo. O periódico classificou a composição como uma "obra-prima musical", destacando a gloriosa introdução orquestral de 28 segundos e o fato de a letra celebrar as belezas naturais e a grandeza do país, em vez de focar em batalhas ou guerras.

A música do Hino Nacional foi composta em 1822, por Francisco Manuel da Silva, para comemorar a Independência do país. Essa música se tornou bastante popular durante os anos seguintes, e recebeu duas letras. A primeira letra foi produzida quando Dom Pedro I abdicou do trono, e a segunda na época da coroação de Dom Pedro II. Ambas versões, entretanto, caíram no esquecimento. Após a Proclamação da República em 1889, foi realizado um concurso para escolher um novo Hino Nacional. A música vencedora, entretanto, foi hostilizada pelo público e pelo próprio Marechal Deodoro da Fonseca. A composição seria oficializada como Hino da Proclamação da República, e a música de Francisco Manuel continuou como hino oficial.

Somente em 1906 foi realizado um novo concurso para a escolha da melhor letra que se adaptasse ao hino, e o poema declarado vencedor foi o de Joaquim Osório Duque Estrada, que foi oficializado por Decreto do então Presidente Epitácio Pessoa em 1922 e que permanece até hoje.

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