'Eu tô fora'

Foi o que disse Cleitinho Azevedo (Republicanos) a Uol News, sobre a situação envolvendo o deputado federal Euclydes Pettersen, mesmo partido, citado na operação que investiga fraude no INSS. O senador afirmou que não tem nada a ver com isso, e que o deputado terá a oportunidade de apresentar sua defesa, e a fará. Revelou que o próprio Perttersen, lhe garantiu que dará todas as explicações necessárias e negou todas as acusações. No entanto, Cleitinho adverte: "se ficar comprovado seu envolvimento, eu tô fora, retiro meu apoio", enfatizou. A afirmação é pelo fato de ter declarado publicamente seu apoio a Euclydes para o Senado, no ano que vem. Enquanto isso, o divinopolitano ainda não cravou se disputará o governo de Minas. Mas, promete que a decisão não deve demorar.
Lugar de Zema
Apesar de o ano estar próximo do fim, até agora, apenas dois nomes confirmam pré-candidatura ao governo de Minas. Mateus Simões (Novo) que vem sendo anunciado pelo próprio governador há mais de um ano, e o ex-vereador por Belo Horizonte, Gabriel Azevedo (MDB). Ambos anunciaram em solenidades na capital mineira, que contaram os principais nomes das legendas no Estado e no país. Sobre outras possíveis chapas, ainda paira no ar, um certo mistério e algumas incertezas. Além de Cleitinho, que ainda não confirmou, o senador Rodrigo Pacheco ( PSD), por enquanto, apesar do apoio do presidente Lula, parece não estar nem um pouco interessado. Alexandre Kalil, por sua vez, aparece bem nas pesquisas, mas depende ainda de algumas pendências. A continuar assim, é provável que o ano vire com o mesmo panorama de indefinição.
Ainda é alternativa
A não ser que Pacheco se dessecante de vez, da vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), deixada por Roberto Barroso e mire na principal cadeira do Estado. O senador por Minas, figura entre os cotados, porém, o advogado-geral da União, Jorge Messias, é hoje o favorito de Lula para o posto. Mas, pode haver uma reviravolta, visto que enfrenta resistências no Senado, onde precisa de 41 votos para ser aprovado. O que poderia abrir a oportunidade para Pacheco, sendo uma alternativa para o Lula, por ter um bom trânsito político e relação amigável com diferentes bancadas. Se for por este lado, o fim de novembro ainda promete emoções.
Mudança à vista
Apesar de Rodrigo Pacheco ainda manter a dúvida sobre seu futuro político, uma situação, ele já decidiu. Vai mudar de partido após mais de quatro anos. Em nota divulgada na quinta-feira da última semana, deixou claro que, caso opte por disputar o governo de Minas, não será por sua atual sigla, à qual está filiado desde 2021. Decisão que já era esperada, principalmente pelo fato de o vice-governador, Simões ter se filiado à mesma, justamente com a intenção de brigar pela vaga no processo do ano que vem. No entanto, não dá sequer um sinal do seu destino partidário. Diz viver um momento de reflexão e que sua decisão vai além de simplesmente se filiar a uma legenda. Estaria o senador ciente que irá se afastar da política, pelo menos por um período?
Copasa na pauta
Por falar em política, cargos e interesses, a situação da Copasa voltou ao debate na Assembleia Legislativa (ALMG), na última semana, após dias anteriores marcados por tensões e discordâncias. Em questão, o projeto específico para a desestatização da companhia. "Pelo andar da carruagem" não houve nenhuma mudança importante na Casa, em relação ao posicionamento dos parlamentares. Assim sendo, a base governista que conta com a maioria no Legislativo estadual, certamente conta com novas vitórias. As discussões seguem nesta semana curta. Aguardemos.
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