Firme

A corrida pelo governo de Minas Gerais começa a ganhar temperatura — e, ao que tudo indica, não faltará combustível político até outubro. O ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), tratou de afastar qualquer especulação sobre uma possível desistência e reafirmou, em vídeo publicado nas redes sociais, que será candidato. Kalil sinaliza que não pretende abrir mão de protagonismo, mesmo diante de um campo já congestionado por nomes competitivos e interesses diversos. Minas caminha para uma eleição marcada pela pluralidade de candidaturas. O resultado é um tabuleiro fragmentado, onde dificilmente haverá consenso já no primeiro turno. E é justamente nesse ambiente que os rachas se tornam inevitáveis. A multiplicidade de candidaturas tende a dividir não apenas votos, mas também alianças. Grupos políticos que, em tese, compartilham campos ideológicos semelhantes acabam disputando o mesmo espaço, abrindo fissuras que podem ser difíceis de recompor no segundo turno. O que é preocupante não somente para os candidatos, mas para a população que fica dividida, já que boa parte ainda tem dúvidas sobre o processo e ainda escolhe mal seus representantes.
Conflitante
A situação tende a ser mais complicada em Minas, visto que o eleitor costuma ser pragmático e menos fiel a blocos rígidos, essas divisões ganham ainda mais relevância. Mais do que apresentar propostas, os candidatos precisarão administrar conflitos, negociar apoios e, principalmente, sobreviver politicamente a um ambiente onde aliados de hoje podem se tornar adversários de amanhã. Muito comum no meio político e bobo é “quem toma partido”, porque brigam na frente das pessoas e das câmeras e se abraçam por trás.
Do outro lado…
A passagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por Minas Gerais, nesta sexta-feira, vai além da agenda oficial. Nos bastidores, o movimento é claro: intensificar a aproximação com o senador Rodrigo Pacheco (PSD) e tentar convencê-lo a disputar o governo do estado. A presença conjunta em compromissos em Betim e Sete Lagoas é simbólica. Em política, gestos falam alto — e indicam a tentativa de construção de um palanque competitivo em Minas, estado estratégico no cenário nacional. Pacheco, por sua vez, segue cauteloso. Entrar na disputa significa trocar o protagonismo em Brasília por uma eleição incerta e desafiadora. Ainda assim, a insistência de Lula mostra que seu nome é visto como peça-chave. No fim, a decisão passa menos pelo convite e mais pelo cálculo político: arriscar ou permanecer onde já se tem poder. Quesitos que, como sempre, tudo se resolve no tempo certo — e, muitas vezes, longe dos holofotes.
No hospital
E as visitas do presidente a Minas, devem se intensificar de agora para frente. Primeiro pela estratégia de formar chapa para a disputa do governo do Estado, ou apoiar alguma que comungue das mesmas ideologias ou que tenha o apoio do PT. Além disso, tem a questão dos eleitores, por ser o segundo maior colégio do Brasil, capaz de decidir uma eleição. E um dos locais, onde o petista que ocupa a principal cadeira do Executivo do país, pode ser Divinópolis, para inaugurar o Hospital Regional, que por enquanto não tem uma data certa, mas que será anunciada em breve. Assim, a previsão para julho pode acontecer antes.
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O que pode antecipar a previsão é um encontro na próxima semana em Brasília. O prefeito Gleidson Azevedo (Novo) e o secretário executivo do Cisurg-Oeste, Márcio Zanardi seguem na próxima segunda-feira para a capital federal, onde se encontram com a secretária nacional de Finanças do PT, Gleide Andrade, para tratar do assunto. E podem sair de lá já com a data de abertura da unidade de saúde pronta para ser publicada. Esta é a grande expectativa e pode ser a grande notícia para Divinópolis e região.
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