Profetizou?

Em seu discurso durante a Caravana da Associação dos Municípios Mineiros (AMM), em Divinópolis no ano passado, o prefeito Gleidson Azevedo (Novo), disse que Eduardo Falcão, o presidente da entidade, poderia ser o vice de Cleitinho (Republicanos) numa candidatura ao governo de Minas. Isso foi em setembro de 2025, quando havia apenas especulações a respeito dos nomes que participariam da disputa em 2026. Seis meses se passaram e olha aí, chapa com os dois formada. Estratégia, ou o fato de a "Cidade do Divino" ter sido a primeira do Estado a receber o grupo para debater os desafios em busca de soluções, ou Gleidson profetizou? Fato é que neste intervalo, Falcão continuou por perto, sempre tocava no assunto nas entrevistas, e por último, se filiou ao Republicanos de Cleitinho.
'Puro-sangue'
Explicado o início de tudo, quando tudo estava no campo da possibilidade, o que foi cogitado tanto pelo senador, quanto pelo presidente da AMM, no início da semana, por meio de entrevistas, se concretizou no fim dela. O senador foi a Patos de Minas, Alto Paranaíba e convidou pessoalmente para ser o seu a vice em sua provável chapa ao rumo ao Palácio Tiradentes. Cleitinho vem afirmando que não abre mão da disputa deste ano e lidera, até o momento, todas as pesquisas de intenção de voto. O divinopolitano que estava relutante em confirmar com antecedência sua entrada na disputa, disse no encontro ter afinidade com o dirigente e que não iria esperar as vésperas do prazo final para o registro das candidaturas para fazer o convite, pois “não tem rabo preso com ninguém”. E não deu outra: Falcão aceitou o desafio, sob o argumento principal de governar para o interior, se referindo às prefeituras.
Respondeu
Ainda dentro da disputa pela cadeira de Romeu Zema (Novo), em que o processo começa ganhar forma, o presidente do Republicanos em Minas, o deputado federal Euclydes Pettersen, rebateu acusações do pré-candidato pelo PSD, Mateus Simões (PSD), de que ele estaria “quase preso pela Polícia Federal” e reforçou a pré-candidatura de Cleitinho. Nos bastidores, a informação é que Simões foi para o ataque depois que o senador afirmou que não desistiria da disputa. Imagine agora que ele escolheu até o vice para a formação da chapa? A semana promete.
Vai explicar?
Já com problema com o nome que ele próprio escolheu para ocupar a sua cadeira, Mateus Simões, já que não se acha um representante do Novo para compor a chapa - o que faz parte do acordo firmado, Romeu Zema terá que explicar outra situação. Sempre falou "aos quatro ventos" que não havia indicações políticas em sua gestão, mas não bem assim. Dois dirigentes de seu partido, fazem parte do seu governo com remunerações que chegam a mais de R$ 46,1 mil por mês. Um deles, o vice-presidente da legenda em Minas, Frederico Papatella, secretário de Estado Adjunto na Secretaria de Estado da Casa Civil, com salário bruto de R$ 32.947,18. O Novo não faz indicações políticas e opta em nomear servidores técnicos? Se bem que na política, falar é uma coisa, já cumprir...
Não decola
E dentro de todo este contexto de disputa em Minas e acordos não cumpridos, não é só Mateus Simões que não decola. Zema vai no mesmo caminho. Os dias para ele deixar o governo estão contados e todo esforço que ele fez nos últimos dias, como reajuste para os servidores não contribuíram para ele avançar nos números com sua intenção de disputar a Presidência da República. Segundo levantamento da Genial/Quaest divulgado na última semana, ele não saiu dos 3% na intenção de votos nos cenários de primeiro turno. O chefe do Executivo mineiro não venceria Lula no primeiro turno. No segundo, por exemplo, aparece com 34%, contra 42% do atual presidente no cenário testado. A continuar assim, ele e seu súdito devem se aliar a uma candidatura ou mudar a intenção do cargo para ir às urnas.
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