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Política

Não bate mesmo!

Não bate mesmo!

"Pau que bate em Chico, realmente bate em Francisco"? Bem, na política, parece que não. O fato de o presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), ter enviado emendas parlamentares a uma fundação da Igreja Batista da Lagoinha, do pastor André Valadão, mostra esta realidade no Brasil. No total, conforme o Metrópoles, foram destinados R$ 3,6 milhões à entidade. A Fundação Oasis foi instituída pela Igreja Batista da Lagoinha em 18 de outubro de 1995, sendo um braço social da igreja evangélica. Outros repasses foram feitos à Fundação Oasis de Capim Branco, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Um deles ocorreu em 2023, no valor total de R$ 1,47 milhão. Além de mais R$ 650,9 mil à filial em 2025. Até aí tudo bem. Se a Igreja da Lagoinha não tivesse entrado na mira da CPMI do INSS porque o ex-presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios, Felipe Gomes, teria patrocinado evento de Réveillon promovido pela entidade religiosa no estádio Allianz Parque, do Palmeiras, em 2024. Sem mais.

Divisão preocupa 

O PL não consegue encontrar uma alternativa para a divisão em Minas em relação à disputa da cadeira do Palácio Tiradentes. A legenda não abre mão de ter um palanque exclusivamente dedicado à campanha de Flávio no território, dono do segundo maior colégio eleitoral do Brasil. Porém, o que vem pegando para o entrave é a relação próxima e afetiva entre Romeu Zema (Novo) e Mateus Simões (PDS), o que inviabiliza que o vice-governador apoie outro nome se o de seu aliado estiver no páreo. Para o presidente da sigla no Estado, Cássio Soares, a celeuma pode ser resolvida se Zema não concorrer ao Palácio do Planalto ou mesmo se o PL aceitar que seus filiados façam uma campanha para Flávio Bolsonaro mesmo com o apoio de Simões ao candidato do Novo. Enquanto esse grupo em especial não decide o que fazer, o favorecido é Cleitinho Azevedo (Republicanos) que não tem nada a ver com isso. 

No Legislativo 

Se no Executivo, a situação segue embaraçosa, no Legislativo, a situação é mais suave. Cássio Soares enalteceu a proximidade entre os partidos ao tratar do acordo já firmado em relação à disputa pelas duas vagas em jogo no Senado. Com a filiação de Simões em outubro do ano passado, o PSD mineiro definiu sua guinada à direita. O estado faz parte da estratégia nacional comandada pelo presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, que fica entre a importância de diálogo para se governar a direita que defende com "unhas e dentes", o bolsonarismo.  Exemplo disso é que: enquanto o partido busca entendimento com Nikolas Ferreira, tem em seus quadros o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, um dos nomes mais próximos do presidente Lula (PT). Sem falar do senador Rodrigo Pacheco, nome que ainda pode concorrer ao governo de Minas, a pedido do próprio presidente da República. Situação que mostra a vulnerabilidade no mesmo grupo que tem pouco tempo para se decidir. 

Fim da aposentadoria 

A enrolação da Câmara e do Senado em tomar uma decisão sobre a aposentadoria compulsória de juízes e promotores, obrigou a própria Justiça a tomar uma decisão. A decisão foi do  ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, na tarde desta segunda-feira, 16. Não é de hoje que o assunto está pendente e gera polêmica. Para se ter uma ideia, o senador Humberto Costa, do PT, apresentou em 2011, apresentou um Projeto de Emenda à Constituição para acabar com essa mamata. Após dois anos de tramitação no Senado foi para a Câmara e lá está há 13 anos. Como sempre, quando não é de interesse dos políticos e sim da população, a letargia e enrolação é sempre a resposta. Por isso, a decisão do ministro é digna, sim, de elogios. 

Falta de respeito 

Já tinha passado da hora dessas punições "vantajosas" terem um ponto final. É um absurdo que aqueles que se preparam para fiscalizar a lei e aqueles que se preparam para aplicar a lei, também busquem formas de desrespeitá-las e jogar a conta para o cidadão. Opinião que foi destaque no Agora no último fim de semana. Decisão que precisa ser enaltecida por todos independente de ideologia partidária. Como fez Cleitinho Azevedo, sem se importar com posição política.  Ele elogiou a medida de Flávio Dino. Em suas redes sociais, o senador comemorou a canetada do ministro. Ele exemplificu o caso do desembargador mineiro relator de uma ação que inocentou, em segunda instância, um homem de 35 anos da acusação de estupro de vulnerável contra uma criança de 12 anos. Mesmo crítico a diversas ações do STF, ficou do lado certo: o do ser humano. 

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