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Política

Fora do ar 

Por Bruno
Fora do ar 

As regras eleitorais restritivas já começaram a vigorar. Além da proibição de pré-candidatos participarem de entrevistas a partir desta terça-feira, 30, a data marca também outro prazo importante: apresentadores de programas de rádio e televisão precisam deixar o ar. Termina também o prazo para que os partidos políticos apresentem à Justiça Eleitoral a prestação de contas referente ao exercício financeiro de 2025. A desincompatibilização dos comunicadores é uma exigência prevista na legislação eleitoral para evitar que futuros candidatos utilizem a exposição em emissoras de rádio e televisão como vantagem durante a campanha. A regra vale para apresentadores, comentaristas e profissionais que exerçam função de destaque em programas jornalísticos ou de entretenimento. O descumprimento do prazo pode resultar em sanções tanto ao pré-candidato quanto à emissora, além de gerar questionamentos sobre eventual abuso dos meios de comunicação durante o processo eleitoral. Em Divinópolis, o pré-candidato nestas condições é Cleber Corrêa, que pretende disputar uma cadeira na Câmara Federal.

Última semana 

Ainda dentro do limite de datas, o presidente Lula (PT), pré-candidato à reeleição, intensifica nestes dias, a agenda de anúncios e entregas do governo federal nesta última semana antes da entrada em vigor das restrições impostas pela Justiça Eleitoral em relação a publicidades institucionais. A meta é dar visibilidade às ações que impactam diretamente nos eleitores. Uma das principais investidas é a ampliação do programa Desenrola Brasil. A medida foi lançada nesta segunda-feira, 29, e o governo lançou uma nova linha de crédito, com juros subsidiados de até 1,99% ao mês, destina a trabalhadores informais. Essa modalidade é voltada para quem mantém as contas em dia ou possui dívidas em atraso de até 90 dias, pessoas que geralmente encontram dificuldades para acessar crédito no mercado. O pacote inclui também a criação de uma linha especial de financiamento para egressos do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) adimplentes, entre outros. Ou seja: a corrida é contra o tempo e a favor do poder de convencimento, sobretudo, para aqueles que ainda estão indecisos. 

Pautas travadas 

Enquanto o governo faz o que pode dentro do prazo legal, não se pode dizer o mesmo do Legislativo. O Executivo continua enfrentando dificuldades para destravar no Congresso Nacional algumas de suas principais pautas. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que busca acabar com a escala de trabalho 6x1, por exemplo, permanece sem avanços no Senado. A mudança na liderança do governo no Casa, com a saída do senador Jaques Wagner (PT-BA) e a chegada da senadora Teresa Leitão (PT), não alterou, até o momento, a percepção de que a proposta permaneça parada. A avaliação até o momento, é que mesmo com a troca, o impasse legislativo persiste. O presidente, Davi Alcolumbre (União), ainda nem encaminhou o texto da PEC à Comissão de Constituição e Justiça. E nem vai enviar. Ela pretende adiar qualquer votação da matéria para depois do recesso parlamentar de julho. E quando voltar da folga, pode jogar para depois das eleições. Os motivos? Nem precisa dizer.

'Estou voltando’

Mais vivo do que nunca. Quem quer Eduardo Cunha fora do processo eleitoral em Minas Gerais, pode ter uma baita de uma decepção. Ainda fora de combate por ter sido cassado na Câmara dos Deputados em 2016 por ter mentido ao Conselho de Ética sobre contas bancárias secretas na Suíça, ele se diz otimista para entrar no processo deste ano: “Podem se preparar que eu estou voltando", disse sem nenhum constrangimento. Em artigo publicado nesta segunda-feira, 29, no Poder360, o ex-deputado confirmou a pré-candidatura pelo Republicanos em terras mineiras. No texto ainda criticou o presidente Lula e as brigas da família Bolsonaro. É aquela situação: aponta o dedo para as pessoas, enquanto os cinco da mão inteira se voltam para quem ostenta a acusação. 

Base eleitoral 

Não é a primeira vez que o ex-deputado, um dos principais responsáveis pela cassação da ex-presidente Dilma Rousseff, tenta o retornar à Câmara. Na última eleição, pelo PTB em São Paulo, obteve apenas 5.044 votos, número que costuma ser obtido por vereadores, e ficou muito longe de concretizar seu desejo. E desde o ano passado, quando transferiu o domicílio eleitoral para Minas Gerais, e montou empresas, tenta construir uma base eleitoral. E o pior que a chance do seu retorno é real. Caso seja liberado pela Justiça Eleitoral, dependendo da quantidade de votos que tiver, e da conquista por Gleidson Azevedo, também do Republicanos, ele pode ser puxado. Lamentável, mas real.

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