Empate

Se o quadro permanecer o mesmo, dez candidatos por Divinópolis, direta ou indiretamente, vão disputar uma cadeira de deputado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais e na Câmara Federal. E um dado chama atenção: tem um empate na quantidade entre homens e mulheres. Gleidson Azevedo (Republicanos), Flávio Marra (PRD), Josafá Anderson (Cidadania), Vitor Costa (PT) e Eduardo Azevedo (PL), representam a ala masculina. Na feminina, Lohanna França (PV) Kell Silva (PV), Gleide Andrade (PT), Marcelina Liberato (Rede) e Ana Elisa (PT), formam o quíntuplo do grupo feminino. O número mostra que pelo menos desta vez, principalmente na política, onde os homens costumam predominar, há um equilíbrio importante. Que continue assim, visto que mesmo as mulheres sendo a maioria, foi preciso criar uma lei de cota, para elas fossem inseridas de forma justa na disputa de cargo. Conscientização é um passo importante na saga da evolução.
Empate 2
Também na disputa de cargos, desta feita por meio de pesquisa e para uma vaga no Senado. O pré-candidato que também representa Divinópolis, o deputado federal Domingos Sávio (PL) e a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), aparecem praticamente empatados na disputa pelas duas vagas por Minas Gerais. Conforme levantamento da IPAN/Panorama divulgado nesta quarta-feira,24, há um empate técnico triplo entre Marília e Sávio. A pesquisa mostra que a ex-prefeita tem 12,13% das intenções de voto, ante 10,22% do ex-presidente do PL em Minas. Carlos Viana, que atualmente, já ocupa o cargo também aparece em destaque, com 9,25%. No entanto, se as eleições fossem hoje, os dois representantes dos partidos que atualmente travam a maior rivalidade no país, seriam eleitos. Imagina se Marília com esta porcentagem na mão, vai querer desistir para ser a candidata do PT ao governo de Minas. Por isso, sua negativa às cúpulas da legenda, tem uma justificativa para lá de plausível.
Basta acender
Aquela frase: “quanto pior, melhor”. Em se tratando de política, principalmente, em ano eleitoral, é inacreditável como é real. Bastou Michele Bolsonaro acender o fósforo, para o fogo pipocar de todos os lados. Em um deles, o presidente do Diretório do Novo em Minas, Christopher Laguna, parabenizou a ex-primeira-dama pelas declarações em que ela desabafa sobre a relação com o partido e com seu enteado, o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL). Em seu perfil no Instagram, Laguna compartilhou no modo stories o print de uma análise que compara a situação de Michelle à do ex-governador de Minas, Romeu Zema. Como endosso, escreveu: “e vamos continuar lutando para isso, parabéns Michelle”. A publicação feita na noite desta quarta-feira, 24, logo depois da publicação de Michele, replica um post feito por Tai Scheffer em que ela associa a declaração feita pela ex-primeira dama a Flávio Bolsonaro às críticas direcionadas por Zema ao senador. Ou seja, todos envolvidos no processo 2026, cada um com sua necessidade de se defender e aparecer de alguma forma. As estratégias podem até mudar, mas o objetivo, nunca. Bem-vindos à forma de fazer política no Brasil.
Leite derramado
E depois da troca de gentilezas que movimentou as redes sociais a partir da publicação de Michele Bolsonaro no início da noite de quarta, prosseguindo na manhã de quinta, Flávio Bolsonaro publicou uma mensagem nas redes sociais em que pede desculpas a ela, após suas declarações em que o acusa de desrespeitá-la e maltratá-la. A postagem tornou pública a crise familiar que teria começado desde os últimos meses do ano passado. O problema é que em situações como esta, “chorar o leite derramado”, não costuma resolver o problema. Na política então, dependendo do caso, pode ser até irreversível a repercussão. Neste episódio, só o tempo dirá se há alguma forma de remediar. O bom que não demorará muito, afinal, outubro está logo ali.
Não é falta
Ainda sobre a família Bolsonaro, a Procuradoria-Geral da República (PGR) diz que a apreensão de uma pistola de propriedade do ex-presidente não configura, neste momento, falta disciplinar grave nem descumprimento das condições da prisão domiciliar humanitária. Em manifestação enviada ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral Paulo Gonet defendeu que a Corte aguarde a conclusão das investigações antes de decidir sobre uma eventual volta de Bolsonaro para a prisão. Moraes havia solicitado à PGR que analisasse se o episódio poderia influenciar o cumprimento da pena. Ao pedir o parecer, o ministro citou a Lei de Execução Penal, no entanto, o entendimento não foi o mesmo por parte de Gonet. E ele não está errado. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
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