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Política

PT se aproxima de decisão sobre candidatura ao Governo de Minas

PT se aproxima de decisão sobre candidatura ao Governo de Minas

Jonny Reisle

A sucessão ao Governo de Minas Gerais em 2026 ganhou novos capítulos nesta semana com a entrada direta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas articulações políticas. O chefe do Executivo federal recebeu nesta quarta-feira, 24, em Brasília, lideranças do PT mineiro para discutir os rumos da legenda no estado após a desistência do senador Rodrigo Pacheco (PSB) de disputar o Palácio Tiradentes.

A reunião ocorre em um momento considerado decisivo para a construção do palanque governista em Minas. Desde que Pacheco anunciou, no fim de maio, que deixará a vida pública ao término do mandato, partidos aliados do presidente passaram a buscar alternativas para a disputa estadual. 

O PT, que inicialmente apostava no senador como nome de consenso do campo de centro-esquerda, passou a discutir tanto uma candidatura própria quanto possíveis alianças.

Decisão em breve

A secretária nacional de Finanças do PT, Gleide Andrade, confirmou que a legenda está próxima de uma definição. Durante passagem por Divinópolis na última sexta-feira, 19 para a inauguração do Hospital Universitário da UFSJ, ela afirmou que a desistência de Pacheco obrigou o partido a reavaliar os cenários eleitorais.

— Nós ficamos na expectativa de que o senador Rodrigo Pacheco fosse ser o nosso candidato e unir todo o campo de centro-esquerda. Infelizmente, ele declinou da candidatura. Nós fizemos uma pesquisa, um campo muito grande do PT, uma pesquisa que foi apresentada, e com base nessa pesquisa nós estamos fazendo um combinado de, em alguns dias, resolver qual é o caminho que nós vamos seguir — declarou.

Composição?

Segundo Gleide, embora o diálogo com outras forças políticas permaneça aberto, a tendência atual aponta para uma candidatura petista ao governo estadual.

— Nós temos bons nomes dentro do PT e nós podemos conversar com candidaturas ainda do campo, mas a nossa grande tendência é caminhar para uma candidatura própria — afirmou.

Entre os nomes discutidos nos bastidores petistas estão a prefeita de Contagem, Marília Campos, que atualmente trabalha sua pré-candidatura ao Senado, além da ex-reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Sandra Regina Goulart Almeida. Gleide destacou que ambas aparecem como quadros competitivos para a disputa.

— Nós temos o nome da Marília Campos, que hoje é nossa candidata ao Senado, que lidera muito bem ao Senado, mas também desempenha muito bem para o governo. Nós temos o nome da ex-reitora Sandra Goulart, da UFMG, que é um nome altamente qualificado — disse.

Possibilidades para além do partido

Enquanto o PT busca consolidar sua estratégia, outro personagem acompanha atentamente as movimentações do campo governista. Pré-candidato ao Governo de Minas pelo MDB, Gabriel Azevedo tem sido apontado como uma das alternativas para compor uma frente ampla de apoio ao presidente Lula no estado.

Ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel confirmou ao Agora, durante agenda em Divinópolis, que mantém diálogo com diferentes forças políticas, mas ressaltou que sua pré-candidatura segue em construção desde o ano passado.

— No dia 4 de novembro de 2025 fui lançado pelo Movimento Democrático Brasileiro como pré-candidato e desde o dia 15 de junho do ano passado nós estamos construindo o Minas Pensando Minas, ouvindo especialistas, prefeitos, vereadores, professores e a população para construir um plano de governo — afirmou.

Direita também se movimenta

No campo oposicionista, o cenário também segue indefinido. O Partido Liberal (PL) mantém sua estratégia condicionada à decisão do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) sobre uma eventual candidatura ao governo estadual.

De acordo com o posicionamento da legenda, já foi comunicado ao parlamentar que, caso ele decida disputar o Palácio Tiradentes, contará com o apoio formal do partido. Se optar por permanecer fora da corrida eleitoral, o PL poderá lançar candidatura própria ou buscar composição com outros grupos políticos, dependendo da evolução do quadro eleitoral nos próximos meses.

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