Vai com o PL?

Cleitinho Azevedo (Republicanos) usou a tribuna do Senado para falar de diversas publicações da imprensa mineira sobre sua possível candidatura ao governo de Minas. Reafirmou que não há nada definido ainda e que se o povo quiser — como vem mostrando as pesquisas — pode contar com ele. No entanto, o deputado Nikolas Ferreira (PL) afirmou à Itatiaia, ontem, que o PL já definiu que estará junto do senador na disputa pela principal cadeira do Executivo do Estado. Porém, Nikolas ressalta que a confirmação depende do próprio Cleitinho. Não só em seus discursos no Senado, como em suas redes sociais e quando é abordado pela imprensa, o divinopolitano com cargo maior na política, no momento, postergando a decisão. Chegou a dizer nos últimos dias que tomaria a decisão após a Copa do Mundo e as festas juninas. No entanto, pessoas próximas garantem que isso só ocorrerá no próximo mês e perto das convenções. Será?
Não foi apoio
Ainda dentro do cenário da disputa pelo Palácio Tiradentes, Nikolas Ferreira voltou a afirmar que a proximidade com o governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), principalmente em algumas agendas no interior, não houve nenhuma intenção de apoio político. As aparições, juntos em eventos nos últimos meses, levantou questionamento sobre um possível apoio do PL a Simões, o que não teria agradado nem um pouco ao pré-candidato à Presidência da República pelo partido, Flávio Bolsonaro. O motivo principal é a insistência do ex-governador Romeu Zema (Novo) em disputar o mesmo cargo do filho número 1 de Bolsonaro. Para Nikolas, não passou de uma relação em comum de trabalho. E o governador, será que também pensa assim? Vale lembrar, que até o momento, ele também não tem um vice, cargo que prometido ao Novo. Mas, quem? Até agora não apareceu um nome sequer.
Ainda nos planos
Do lado do PT, não é muito diferente. Mais uma reunião foi realizada nesta quarta-feira, 24, com o intuito de resolver o imbróglio, mas pelo visto parou novamente no debate e sugestões. Lideranças da sigla em Minas foram a Brasília se encontrar com o presidente Lula, porém, houve apenas o reforço dos planos da legenda de ter uma candidatura própria. O nome para ser cabeça de chapa segue indefinido e sem nenhuma novidade sobre possíveis nomes. Entre eles, o preferido é o da ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, pré-candidata ao Senado e que já afirmou em pelo menos três oportunidades que não abrirá mão do seu desejo inicial. E errada não está. Deixar de disputar um cargo com quase certeza de eleição para tentar outro com chance de derrota. Devido à incerteza, lideranças da sigla afirmam que a definição deve ocorrer nos próximos dias. O que já havia sido falado anteriormente várias vezes. A continuar assim, vai sobrar mesmo para Marília. Mesmo não querendo, na política, “manda quem pode, obedece quem tem juízo”!
Não quer
Uma alternativa para o PT no Estado que chegou a ser cogitada, seria Gabriel Azevedo (MDB), que também pleiteia a cadeira que atualmente é ocupada por Mateus Simões. No entanto, questionado pelo Agora, no último sábado, 20, quando veio a Divinópolis participar do lançamento da pré-candidatura de Lohanna França, negou categoricamente. Disse que a intenção nunca partiu dele e seu partido, que a intenção foi somente do outro lado. Aproveitou para reafirmar que se mantém firme e forte na pré-candidatura. Mas, como os demais, nada de possível vice ainda. O que significa que, alguma definição mesmo só a partir do último fim de semana de julho.
P. da vida
É como as polícias Militar e Civil estão com decisão da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp). O órgão limitou o número de acessos de policiais ao Sistema REDS, no qual são registrados e consultados boletins de ocorrência. A mudança, comunicada nesta terça-feira, 23, parece que começou na última semana, pois diversos militares enfrentaram dificuldades no acesso, e alguns não conseguiram qualquer tipo de acesso. Com a mudança, apenas 50 agentes conseguem se conectar por dia ou 500 por mês. A nova determinação causou revolta, e a principal crítica é que vai afetar o trabalho de investigação. Como se bastasse a enrolação com recomposição salarial da categoria, que pelo visto, vai ficar só na promessa, mais essa agora. Pergunta que não quer calar: querem esconder o quê?
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