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Política

Moraes aponta possível falta grave de Bolsonaro por posse de arma durante prisão domiciliar

Moraes aponta possível falta grave de Bolsonaro por posse de arma durante prisão domiciliar

Da Redação

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, afirmou nesta quarta-feira, 24, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode ter cometido uma falta grave ao manter uma arma de fogo em sua residência enquanto cumpre prisão domiciliar humanitária.

Em despacho encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR), Moraes destacou que a posse do armamento pode configurar infração prevista na Lei de Execução Penal. Segundo o ministro, o artigo 50 da legislação considera falta grave a posse indevida de instrumento capaz de ofender a integridade física de outra pessoa por condenados que cumprem pena privativa de liberdade.

A arma foi apreendida na semana passada após uma abordagem da Polícia Militar do Distrito Federal a um militar do Exército. Durante as investigações, foi constatado que o armamento pertencia ao ex-presidente e estava em sua residência, localizada no condomínio Solar de Brasília.

Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) na terça-feira, 23. De acordo com informações apuradas, a oitiva durou cerca de cinco minutos. Em seu relato, o ex-presidente admitiu ser o proprietário da arma apreendida e justificou a posse alegando que há três mulheres morando na residência e que não poderia permanecer desarmado.

Diante dos fatos, Alexandre de Moraes determinou que a PGR apresente manifestação no prazo de 48 horas sobre a eventual caracterização da falta grave. O entendimento do magistrado é de que existem elementos que indicam possível descumprimento das condições impostas ao regime domiciliar.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária após ter sido condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. O período inicial de 90 dias da medida, concedida por razões de saúde, termina nesta quinta-feira, 25.

Na defesa da manutenção do benefício, os advogados do ex-presidente argumentam que ele apresenta um quadro de multimorbidade complexa, com pelo menos 12 doenças crônicas e sequelas permanentes. A defesa também cita precedentes envolvendo o ex-presidente Fernando Collor de Mello e um idoso de 81 anos condenado pelos atos de 8 de janeiro para sustentar o pedido de continuidade da prisão domiciliar.

A decisão sobre a possível revogação da medida dependerá da análise da manifestação da Procuradoria-Geral da República e da avaliação posterior do Supremo Tribunal Federal.

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