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Ministério passa a recomendar mamografia a partir dos 40 anos

Ministério passa a recomendar mamografia a partir dos 40 anos

Da Redação

Atualmente, 1.130 mulheres aguardam na fila para realizar mamografia em Divinópolis, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa). Mas esse número deve aumentar, já que o  Ministério da Saúde (MS) passou a recomendar o acesso à mamografia, via Sistema Único de Saúde (SUS), para mulheres de 40 a 49 anos.

Nova recomendação 

Com a nova recomendação do Ministério da Saúde, mulheres de 40 a 49 anos, devem ter acesso à realização da mamografia via SUS, mesmo sem sinais ou sintomas da doença. A pasta destaca que essa faixa etária concentra 23% dos casos de câncer de mama no país. A detecção precoce, segundo o órgão, aumenta as chances de cura.

Até então, a diretriz oficial previa o início do rastreamento apenas a partir dos 50 anos. Agora, mulheres de 40 a 49 anos podem realizar o exame sob demanda, em decisão conjunta com um profissional de saúde.

— A paciente deve ser orientada sobre os benefícios e desvantagens de fazer o rastreamento. Mulheres nesta idade tinham dificuldade com o exame na rede pública de saúde por conta da avaliação de histórico familiar ou necessidade de já apresentar sintomas — afirmou o ministério em nota. 

Divinópolis

Em Divinópolis, a ampliação da faixa etária tende a impactar diretamente na fila já existente para mamografias. Das 1.130 mulheres que aguardam na fila, 285 estão na idade de  40 a 49 anos aguardando o exame, a expectativa é de que a procura aumente ainda mais.

A cidade oferta em média 650 exames por mês, mas enfrenta um obstáculo recorrente: o alto índice de absenteísmo, quando pacientes agendam o procedimento, confirmam presença, mas não comparecem no dia marcado, o que representa desperdício de vagas e retarda o atendimento de quem realmente necessita. 

Em posicionamento oficial, a Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Prefeitura de Divinópolis,  informou que tomou conhecimento da decisão do Ministério da Saúde e que dará início ao planejamento para ampliar a oferta do serviço nas unidades de saúde, além de capacitar os profissionais envolvidos.

— Essa orientação reforça a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama e orienta os municípios a ajustarem suas estratégias de assistência à saúde da mulher — afirmou. 

O comunicado também destacou a necessidade de buscar equilíbrio entre a ampliação do acesso e a avaliação individualizada dos riscos e vantagens do rastreamento precoce, conforme orientações do Ministério da Saúde.

Rastreamento ativo 

Outra medida anunciada é a ampliação da faixa etária para o rastreamento ativo, que passa a contemplar mulheres de 50 a 74 anos. Antes, o limite era de 69 anos. O rastreamento ativo é o modelo em que a mamografia é solicitada de forma preventiva, a cada dois anos, mesmo sem sintomas aparentes.

Dados do Ministério da Saúde mostram que quase 60% dos casos de câncer de mama estão concentrados nesse grupo etário.

Panorama nacional

Segundo a pasta, as mamografias em mulheres com menos de 50 anos representaram 30% do total de exames em 2024, o que equivale a mais de 1 milhão de procedimentos. No mesmo ano, o SUS realizou 4 milhões de mamografias de rastreamento e 376,7 mil exames diagnósticos.

O câncer de mama segue sendo o tipo mais comum e o que mais causa mortes entre mulheres no Brasil, com 37 mil casos anuais. A ampliação do acesso ao exame aproxima o país de práticas internacionais, como as adotadas na Austrália.

Novos medicamentos

O Ministério da Saúde também anunciou a incorporação de novos medicamentos ao SUS. A partir de outubro de 2025, estará disponível o trastuzumabe entansina, indicado para mulheres que continuam apresentando sinais da doença mesmo após a quimioterapia anterior à cirurgia.

Outro grupo de medicamentos liberados inclui os inibidores de ciclinas (abemaciclibe, palbociclibe e ribociclibe), recomendados para pacientes com câncer de mama avançado ou metastático – quando a doença já se espalhou para outras partes do corpo – e que apresentam receptor hormonal positivo ou negativo.

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