Mortes de gatos levam Prefeitura a instaurar sindicância no Castramóvel

Da Redação
Dois gatos morreram durante o pós-operatório na quarta e quinta-feira, em Divinópolis. Em virtude das ocorrências, a Prefeitura anunciou a abertura de uma sindicância para investigar os procedimentos de castração realizados no Castramóvel. A decisão é do secretário de Meio Ambiente e Cuidado Animal,Danilo Teixeira Moraes.
Objetivo
Uma comissão processante foi instaurada para investigar se as “normas e os procedimentos do castramóvel estão sendo seguidos corretamente, conforme as diretrizes do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), incluindo as etapas de pré e pós-operatório”.
— A sindicância foi instaurada com base nas normas legais que garantem a apuração imediata de irregularidades no serviço público, assegurando ampla defesa e contraditório ao acusado — comunicou a Prefeitura.
Ainda de acordo com a atual administração, a intenção é assegurar a qualidade da prestação do serviço.
— Essa ação tem o objetivo de garantir que todos os procedimentos estejam sendo conduzidos de acordo com as normas de segurança e ética exigidas para a realização de castrações no município — concluiu.
Em um dos casos, a hipótese levantada era de erro na dosagem da aplicação da anestesia. Em posicionamento anterior, a Prefeitura informou que a equipe negou erro relativo ao sedativo. Segundo os relatos dos profissionais, após contato telefônico do tutor, o coordenador o orientou a levar o animal novamente ao Castramóvel, o que não ocorreu, impossibilitando averiguar a situação e, eventualmente, a causa da morte.
Parecer
A comissão terá 30 dias para apurar os casos e emitir o relatório final com a conclusão dos três membros.
Câmara
Quem também se manifestou sobre o tema foi o presidente da Comissão de Proteção e Bem-Estar Animal da Câmara, Flávio Marra. Em seu pronunciamento na quinta-feira, ele enalteceu o trabalho dos profissionais que atuam no Castramóvel.
— Vem dando certo. (...) O pessoal está comprometido, trabalhando muito
— elogiou.
Em sua avaliação, é preciso investigar se as mortes, de fato, ocorreram.
— Um gato que supostamente perdeu a vida no ato da castração, numa cirurgia complexa. Eu falo supostamente porque a gente ainda não viu se o gato realmente morreu ou se foi só falácia. (...) Sou contra, lógico, qualquer tipo de morte — pontuou.
Ressaltou, mais uma vez, o bom trabalho realizado pelo castramóvel.
— A situação estava abandonada — avaliou.
Segundo ele, apenas neste ano já foram realizadas mais de 400 castrações.
— Eu quero aqui valorizar vocês profissionais. Infelizmente essa fatalidade pode ter acontecido, mas foram mais de 400 castrações e um óbito. Óbvio que a gente já está investigando, mas quero valorizar vocês — ressaltou.
Para ele, existe uma tentativa de prejudicar e até mesmo interditar o castramóvel, usando a situação para palanque político. No entanto, reforçou seu apoio aos profissionais, os quais parabenizou pelo excelente trabalho.
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