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Editorial

Preto no Branco 28/03

Por Portal Agora

Fake é pouco

A economia mundial passa por um momento delicado. As incertezas no mercado no início de cada ano podem ser o ponto mais destacado neste 2023. No meio desta turbulência, o mercado de trabalho foi afetado em cheio. Exemplo são as demissões em massa em gigantes, como Amazon e Facebook. Preocupante, sem dúvida. No entanto, mais assustador ainda  é ver algumas pessoas tentando atribuir a responsabilidade ao novo governo brasileiro. A justificativa? Estaria assustando o mercado. Isso mesmo, acredite se quiser. Totalmente fora de contexto, visto que se trata de empresas mundiais e os motivos já muito bem explicados. Falta de informação absurda de alguns que concordam com os criadores de fake news de forma proposital. Que preguiça! 

Riscos de recessão

Prova de que a coisa mundo afora não anda nada boa foi a divulgação do Bom dia Mercado na última sexta-feira, quando informou que os índices de atividade industrial e de serviços foram destaques nos Estados Unidos, Reino Unido, zona do euro e Alemanha, quando a série de aumentos dos juros pelos bancos centrais – incluindo Fed, BCE, BoE e Banco da Suíça – ampliou as incertezas e os riscos de recessão global. Enquanto no Brasil, conforme o BM, a mão pesada do Copom evoluiu para uma crise política, com críticas de Lula a Campos Neto, a quem ele continua chamando de “esse cidadão”, sugerindo que o Senado ‘se vire’ com o assunto. Enquanto isso, no Congresso Nacional, o clima esquentou, com essa disputa entre  Arthur Lira (PL) e Rodrigo Pacheco (PP) pelas Medidas Provisórias. Queda de braço que pode ser decidida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Enquanto nenhum dos dois cede, a agenda econômica do governo é que deve sofrer as consequências. Os trabalhos mal começaram e a vaidade já trava uma saída que contemple a Câmara e o Senado.

“Quem fez História”

É o nome de uma série de reportagens do Diário do Comércio. Em uma delas fala da Gerdau, empresa gaúcha, com uma das unidades em Divinópolis, mas que parece mais mineira pelos feitos no Estado. A companhia foi fundada há mais de 121 anos em Porto Alegre (RS), no entanto, tem em Minas os acontecimentos mais importantes de sua história contemporânea, como conta a reportagem. A empresa opera no Estado desde o final dos anos de 1980, é  em quase 35 anos, Minas tornou-se protagonista nos resultados da empresa, respondendo atualmente por 70% da produção total (13,3 milhões de toneladas de aço em 2021) e gerando 11 mil (ou 64%) dos cerca de 17 mil empregos diretos da empresa no Brasil. Parte deles na Cidade do Divino. A primeira aquisição no Estado foi em Barão de Cocais, região Central, em 1988. Seis anos depois, em 1994, foi a vez da Companhia Siderúrgica Pains, em Divinópolis, se transformar em Gerdau e se tornar fundamental para a economia do município. História de sucesso que mistura chimarrão com pão de queijo no setor siderúrgico   

Continua impregnado 

A polêmica envolvendo a troca do mascote do Cruzeiro na semana passada só confirma que o machismo segue impregnado entre a população brasileira. A  manifestação é contra a troca da identidade visual que transformou o Raposão e um raposinho. Houve piadas de todos os tipos, vindas até de mulheres, dizendo que o novo símbolo parecia mais uma raposa. E se fosse? Qual o problema? Só bicho macho pode representar um clube? Mulheres não jogam, não torcem? A explicação que o Raposão é verdadeiro símbolo, não cola, pelo menos neste caso de menosprezo ao sexo feminino. Depois de tanta confusão e tempestade nos últimos dias, a direção Clube cedeu à pressão e voltou atrás na mudança. Fazer o quê, além de lamentar o comportamento do ser humano que a cada dia só regride.

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