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Política

Projeto para retirada da Copasa aguarda sanção do prefeito

Por Portal Agora
Projeto para retirada da Copasa aguarda sanção do prefeito

Ígor Borges

Depois de muita discussão, os vereadores optaram pelo veto parcial de emendas ao projeto de lei que estabelece a criação de um Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB). Com isso, o PL fica definido sem a emenda do vereador Edsom Sousa (Cidadania). A de Ademir Silva (MDB) foi mantida. 

A Prefeitura tem até hoje para sancionar a lei, caso contrário, o texto retorna à Câmara para ser promulgado. Após todo o processo, o Executivo pode abrir uma licitação para vinda de uma nova empresa. 

A emenda de Edsom autorizava a cobrança da taxa de esgoto apenas o efetivo tratamento. O valor estabelecido na nova redação é de 10% da tarifa de água. Já a sugestão mantida de Ademir, obriga o restabelecimento do fornecimento de água, em caso de interrupção, em até 12 horas. 

Na Câmara

A Câmara votou na última quinta-feira, pelo veto parcial de emendas ao Projeto de Lei CM Nº 086. Com isso, o texto final vai sem as emendas apresentadas por Edsom Sousa e com a de Ademir. 

Na votação, a Câmara aprovou o veto da principal emenda de Edsom, que autorizava a cobrança da taxa de esgoto apenas quando ocorresse o efetivo tratamento, e que após isso, o valor estabelecido na nova redação seria de 10% da tarifa de água. 

Rodyson do Zé Milton (PV) falou sobre a decisão final, votada pelos vereadores.

— Agora, infelizmente Divinópolis vai pagar a tarifa de tratamento e serviço de manutenção de esgoto sem ter o serviço — comentou. 

A emenda também fala sobre a proibição da cobrança de taxa de esgoto em imóveis que possuem fossa séptica.

A emenda de Ademir, que determina à  próxima empresa ser obrigada a restabelecer o fornecimento de água, em caso de interrupção, em até 12 horas, foi mantida. Na votação, 15 vereadores foram contra o veto. 

De acordo com o vereador, é uma resposta às constantes reclamações de desabastecimento nas inúmeras regiões da cidade. Segundo ele, o problema é recorrente e o tempo sugerido é suficiente para os reparos necessários. Todos os colegas elogiaram a medida como uma forma de garantir contratualmente e a aprovação foi unânime.

Próximos passos 

Com o fim da votação, o presidente da Câmara, Israel da Farmácia (PDT), comentou que agora a Casa aguarda a decisão da Prefeitura. 

— Os vereadores optaram por votar os vetos em destaque e assim foi feito. Agora cabe o Executivo analisar a sanção do projeto em 48 horas (até hoje).  Caso ele não sancione, a Câmara terá que promulgar — explicou. 

A Prefeitura disse que trabalha na “atualização (adequação) e publicação do Edital para realização da licitação”. 

— Será sancionado o mais rápido possível — destacou a o Município. 

Após o processo, a Prefeitura pode abrir a licitação para vinda de uma nova empresa. 

Veto 

Em janeiro, a Fundação Getúlio Vargas recomendou que emendas fossem vetadas. O prefeito acatou a recomendação do órgão, e o projeto retornou à Câmara para que um parecer fosse emitido.

Um dos problemas que a Fundação explicou é sobre a diferenciação entre as terminologias tarifa e taxa. Em coletiva no mês passado, o Executivo explicou que atualmente, uma taxa de esgoto de 74% é cobrada, reduzida para 30% na próxima licitação. A avaliação técnica é de que, ao contrário da possível intenção do vereador, a emenda não reduz a taxa de 74% para 10%, mas cria uma nova cobrança por estar descrita como tarifa, para além do valor já pago pelos contribuintes.

Mesmo que a redução fosse de 74% para 10%, apontou o assessor especial do prefeito, Fernando Henrique, a próxima empresa precisaria "pagar para trabalhar", afastando empresas interessadas em disputar a licitação.

O prefeito também criticou a aprovação da sugestão de Edsom, isso, antes do veto do prefeito, já que foi na primeira votação. 

— Nenhuma empresa vai entrar cobrando 10% e melhorar a prestação do serviço — relatou.

Depois disso, a proposta voltou à Casa com as devidas alterações. 

A outra emenda, apresentada por Ademir Silva e aprovada por unanimidade pelo Plenário, determina o prazo de 12 horas para a solução do desabastecimento de água em caso de problemas na rede. Na avaliação da FGV, o texto precisa estabelecer critérios mais específicos, pois em determinadas situações o prazo pode não ser suficiente, sendo necessário propor soluções alternativas, como a garantia de caminhões pipa.

No entanto, a emenda foi aprovada sem nenhuma alteração 

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