Setor turístico afetado pelas chuvas em MG terá maior prazo para pagar financiamentos

Lucas Maciel
Empreendedores do setor turístico atingidos pelas chuvas em Minas Gerais passam a contar com condições facilitadas de crédito para manter as atividades e enfrentar os prejuízos. Uma portaria publicada pelo Ministério do Turismo autoriza a renegociação de financiamentos e a suspensão temporária de pagamentos por meio do Fundo Geral de Turismo (Fungetur).
As medidas são voltadas a negócios localizados em municípios que tiveram situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecidos oficialmente. O objetivo é garantir fôlego financeiro para empresas afetadas e contribuir para a retomada econômica do setor.
Alívio no pagamento
Entre as principais mudanças está a possibilidade de suspender o pagamento das parcelas por até seis meses em contratos já em andamento. Além disso, os empreendedores poderão renegociar dívidas, com ampliação dos prazos de carência.
Para novos financiamentos, também será possível estender o período de carência em até seis meses, o que dá mais tempo para que os empresários consigam reorganizar suas atividades antes de iniciar o pagamento.
Mesmo durante a suspensão, os valores financiados continuam sendo contabilizados, com pagamento previsto dentro do prazo total de cada contrato.
Beneficiados
O Fungetur atende principalmente micro, pequenas e médias empresas do setor turístico. Entre os beneficiários estão meios de hospedagem, bares, restaurantes, agências de turismo, transportadoras turísticas, organizadoras de eventos, parques temáticos e acampamentos.
O fundo pode ser utilizado para capital de giro, compra de equipamentos e realização de obras, funcionando como uma das principais linhas de crédito voltadas ao turismo no país.
Para acessar os recursos, é necessário que o empreendedor esteja regularmente inscrito no Cadastur, cadastro oficial do Ministério do Turismo.
Condições
As linhas do Fungetur permitem financiamentos de até R$ 15 milhões, com juros reduzidos, em torno de 8,36% ao ano, além de prazos longos para pagamento.
Dependendo da modalidade, o período de carência pode chegar a cinco anos. Com as novas regras, esse prazo pode ser ampliado temporariamente para atender os empreendedores afetados pelas chuvas.
A expectativa é de que as condições especiais ajudem empresas a manter empregos e garantir a continuidade das atividades, mesmo diante das dificuldades provocadas pelos eventos climáticos.
Apoio
Segundo o Ministério do Turismo, as medidas fazem parte de um esforço mais amplo do Governo Federal para apoiar Minas Gerais diante dos impactos causados pelas chuvas.
Antes de detalhar a atuação da pasta, o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, destacou a importância do apoio ao setor.
— O Ministério do Turismo participa desse grande suporte federal, facilitando as condições para que empreendedores turísticos mantenham seus negócios e estejam preparados para a retomada das atividades — afirmou.
As condições especiais de crédito serão válidas enquanto permanecerem os decretos de emergência ou calamidade pública nos municípios atingidos.
Outras ações
A iniciativa voltada ao turismo se soma a outras ações anunciadas pelo Governo Federal para o estado. Nesta semana, foi aberta uma medida provisória que libera R$ 1,305 bilhão em crédito extraordinário para atender áreas afetadas por desastres climáticos.
Os recursos serão destinados a ações emergenciais, incluindo assistência social, recuperação urbana e apoio financeiro, sob coordenação de diferentes ministérios.
A proposta é garantir não apenas o atendimento imediato às populações atingidas, mas também a reconstrução da infraestrutura e o estímulo à retomada econômica nas regiões afetadas.
Com isso, o setor de turismo, fortemente impactado pelas chuvas, passa a contar com instrumentos específicos para enfrentar o período de crise e planejar a recuperação das atividades.
Comentários
Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.
Carregando comentários…
