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Adriana Ferreira

Só acreditaria, lendo e lendo, não acreditei

Por Bruno
Só acreditaria, lendo e lendo, não acreditei

O Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) acionou a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta segunda-feira, pedindo que as sanções impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes sejam suspensas.
No documento, o CNDH pede que o órgão reconheça a "ilicitude das sanções unilaterais adotadas pelos EUA contra magistrados brasileiros — com destaque para Moraes — e recomende a Trump a imediata
interrupção das medidas". "As ações ilegais promovidas pelos Estados Unidos violam não apenas princípios do Direito Internacional e a Carta da ONU, mas também diversas normas de direitos humanos ratificadas pelo próprio país", afirma o relatório.

Imparcialidade e impessoalidade: alguém viu?
O documento elaborado pelo conselheiro Carlos Nicodemo na Comissão de Litigância Estratégica do CNDH relembra os atos de 8 de janeiro e aponta "fortes evidências de que o ex-presidente Jair Bolsonaro,
juntamente com alguns de seus aliados, teria participado de uma tentativa de golpe anterior às eleições de 2022". Ressaltando que Carlos Nicodemos é petista, foi deputado estadual do referido partido por São Paulo, ou seja, imparcialidade e impessoalidade ZERO.

CNDH: a quem socorre?
Direitos humanos no Brasil normalmente é para quem não precisa. Se fosse um órgão imparcial, veria tantas pessoas em situação real de vulnerabilidade, tais como familiares das vítimas de homicídio, feminicídio e latrocínio, acidentes de trabalho em razão das más condições oferecidas aos trabalhadores, trabalhadores em situação análoga à de escravo e tantos outros na mesma situação. Através desse documento, o órgão deixa claro que faz ouvidos moucos e coloca venda nos olhos para os idosos e mães encarcerados, alguns com graves problemas de saúde, em razão das absurdas e abusivas penas impostas a acusados dos seguintes crimes: tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de
Estado, dano qualificado, associação criminosa e deterioração de patrimônio público. Mas para o indefeso ministro Alexandre de Moraes, o órgão existe e vai onde for preciso para que não lhe sejam impostas sanções. O resto que se lasque! Pode isso?

Dependência emocional das relações
Um dos maiores sinais de trauma de infância é não saber ir embora. Segundo a mentora e consteladora Adele Cestari, “na infância, somos dependentes. Precisamos do amor e da atenção dos adultos para
sobreviver. Por isso, quando alguém que amamos nos machuca, não fugimos. Tentamos mudar quem nos fere, achando que, se agirmos de outra forma, se formos “bons o suficiente”, o amor virá.” E continua: “Essa tentativa infantil de “consertar o outro” transforma-se, na vida adulta, em relações tóxicas, insistências dolorosas e uma dificuldade enorme de colocar limites.” Então dizer que uma mulher em um relacionamento tóxico, eivado de agressões verbais e físicas, não consegue ir embora porque não quer, porque gosta (a quem diga que fica porque gosta de apanhar), já perdeu a humanidade faz tempo. Lembrando que homens também carregam traumas de infância e se envolvem em relacionamentos
tóxicos.

Associação Meu Amar
Mas existem pessoas e associações que visam a acolher essas mulheres e ajudá-las a crescer emocionalmente, a não depender de amor alheio e reconhecer o seu valor. Presidida pela advogada Telma Rodrigues, a Associação Meu Amar a (AMA) acolhe mulheres vítimas de violência doméstica, oferecendo orientação jurídica, (sem judicialização) e grupo terapêutico para as acolhidas, tratando de vários temas relacionados a dependência e codependência emocional e demais fatores que prendem a mulher à violência. A associação oferece palestras e rodas de conversas em escolas, empresas e instituições, em caráter informativo e educativo. A AMA funciona de forma virtual, com horário previamente agendado para orientação jurídica. Caso necessite, acesse a do Instagram -
https://www.instagram.com/associacaomeuamar?igsh=MWNzaHQ4ejk4eDRiZQ%3D%3D para
preenchimento de um cadastro. A associação também dispõe de um whatsApp 37-99126-8060. Lembre-se: você não está sozinha!

E os homens?
Embora o § 8º do artigo 226 da Constituição Federal faça referência à proteção à família no sentido amplo, quando se trata de violência doméstica, o olhar é somente para mulheres e crianças como se o homem fosse o único algoz. O fato de a violência sofrida pela mulher ser mais difundida faz pensar que inexiste a violência contra os homens. Homem também carrega traumas de infância e se envolve em relacionamentos tóxicos. Diferente de países como Reino Unido e Portugal, o Brasil nem sequer faz pesquisas ou estatísticas de registros a respeito da violência contra os homens. A desigualdade de tratamento jurídico-social é gritante. A proteção jurídica do homem no crime de violência doméstica é
praticamente nula. É preciso entender que tanto homens quanto mulheres podem ser vítimas. Não há que se fazer diferenciação do sujeito passivo, priorizando a mulher em detrimento do homem. O jurista Júlio Fabrini Mirabete entende que “a violência doméstica é historicamente tratada como violência de gênero, ou seja, não se considera o intuito do legislador em proteger a pessoa no âmbito familiar, independente do sexo”.
Instituto de Defesa dos Direitos do Homem
Uma sociedade equilibrada se faz com homens e mulheres em igualdade de direitos e condições, como reza o artigo 5º da Constituição Federal. Para os tementes a Deus, Eva não foi feita da cabeça de Adão para não mandar e nem dos pés para ser servil. Tem que se lembrar que homens fracos fazem tempos difíceis. Ninguém ganha com o apequenamento do homem. E assim como a coluna noticia sobre apoio e acolhimento de mulheres vítimas de violência doméstica, faz-se mister divulgar o que protege o homem contra esse mesmo tipo de violência, sendo as mais comuns falsas acusações, e alienação parental. Trata-se do Instituto de Defesa dos Direitos do Homem https://www.instagram.com/iddhbrasil/ . Lembre-se: Você não está sozinho!
Em tempo
Sobre o blog Divinews divulgar que a tesoureira do PT, Gleide Andrade, está processando o Agora e esta colunista, faz-se mister esclarecer que a mesma notícia foi divulgada pelos maiores portais jornalísticos do país, tais como Estadão, Uol, e Globo, porém Gleide Andrade escolheu processar somente o jornal Agora e a autora do afirmando que “A eventual participação de outros veículos em condutas semelhantes não exime as Requeridas de sua responsabilidade civil pelos danos causados à Requerente.” Os entendedores entenderão.

Anistia já!

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