Carregando clima…
Augusto Ambrosio Fidelis

Todos perdem

Por Bruno
Todos perdem

Augusto Fidélis

Num dos seus memoráveis discursos, a então presidente Dilma Rousseff disse: “Ninguém ganha, ninguém perde; todos perdem”. É o que acaba de acontecer com o Brasil nas negociações com os Estados Unidos: todos os brasileiros perdem, e não importa se de direita ou de esquerda, pois, quem perde é a nação brasileira. E os brasileiros são brancos, negros, pardos, amarelos, religiosos e sem religião, de direita e de esquerda. O desalento não escolhe cor partidária.

O final do ano é uma época propícia para os videntes fazerem as suas previsões. Até agora, não vi nada que valha a pena. Todos anunciam tempos difíceis, seja na política, na economia, na segurança pública. A violência assola o país de norte a sul, de leste a oeste, ninguém está seguro.

Todos querem ser felizes, mas o egoismo reinante impede as pessoas de ver que a felicidade não é a chegada, mas o caminho. É no caminhar que vidas se entrelaçam para sustentar umas às outras, doar e receber, ouvir e ser ouvido. A mensagem bíblica salienta que ninguém é feliz sozinho, por mais independência que se possa ter.

Com a atual situação política do Brasil, perdem todos os brasileiros, pois o sistema divide a todos para melhor dominar e colocar em situações opostas homens e mulheres, negros e brancos, ricos e pobres, letrados e analfabetos, quando o ideal seria homens e mulheres se complementarem, negros e brancos se abraçarem, pobres e ricos buscarem o desenvolvimento, letrados e analfabetos se auxiliarem na busca do conhecimento.

Durante as comemorações do Dia Nacional da Consciência Negra falou-se muito em racismo estrutural. Da minha parte, somente da minha parte, dou garantias de que não existe racismo estrutural em Divinópolis, embora possa haver racistas, não só brancos, mas negros também.

Como já me manifestei em artigo anterior, fui surpreendido com o meu nome na lista de escritores do Top Of Mind de 2025. O meu nome fora colocado para avaliação do público juntamente com mais quatro, dois homens e duas mulheres, todos brancos e bem posicionados na sociedade divinopolitana. Todos os que me abordaram com a notícia de que votara em mim eram brancos. Assim, numa lista de cinco, quatro brancos e um negro, o negro foi eleito. O negro foi à festa e levou um acompanhante numa gentileza da direção do Jornal Agora, todos brancos.

Não, em Divinópolis não há racismo estrutural, embora possa haver racistas. Então, no meu modo de enxergar a vida, o discurso que insiste em colocar negros contra brancos pode ser cessado. A união de negros e brancos em prol da nossa cidade vai torná-la grande, próspera e todos nós seremos muito felizes, juntos!

Compartilhe:WhatsAppFacebookTwitter

Comentários

Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.

Carregando comentários…