União de forças

A semana em Divinópolis promete ser movimentada mais uma vez na área da Saúde. Além das demandas corriqueiras que não são poucas, a situação da UPA segue exigindo atenção especial. Os sintomas respiratórios continuam liderando a procura por atendimento na unidade. As transferências, em especial das crianças, caminham, porém a cada dia surgem novos casos. Isso significa que a resolução do problema exige mais uma vez, a providências dos responsáveis, o que já foi iniciado pela Prefeitura — que são os funcionamentos dos ambulatórios no Afonso Pena e na Policlínica no Centro. O que se espera dos demais, como deputados e vereadores é que abracem a causa para que Divinópolis saia desta situação o mais rápido possível. Pelo menos neste momento, menos acusações, denúncias, atritos e mais ajuda. É disso que a população precisa.
Não sabiam?
É de conhecimento geral que a última, e esta legislatura bateram o recorde na abertura de CPIs. É sabido também que todas até então terminaram em pizza, visto que tem três em andamento. A dos terrenos em frente ao campo do Guarani, Gastos com segurança patrimonial do Hospital Regional e da permuta estética. Por enquanto estão emperradas por algum motivo. Mesmo assim, Flávio Marra (PRD) colheu assinaturas para protocolar o pedido de outra para apurar possíveis irregularidades cometidas pelo Instituto Brasileiro de Políticas Públicas (Ibrapp) na UPA, atual gestora da unidade. Todos os presentes em Plenário assinaram o documento. Pergunta que não quer calar: os vereadores não sabiam das existência das demais? Ou assinaram numa forma de pressionar a Casa a agilizar pelo menos uma das que estão em andamento. No aguardo da resposta na reunião desta terça-feira.
Desolador, terrível
Aquele que já é considerado o pior desastre no Rio Grande do Sul, e talvez do Brasil, tinha até ontem no fechamento desta coluna, 83 mortes e 111 desaparecidos. Havia ainda 276 feridos, 121.957 desalojados, 19.368 em abrigos e 850.422 afetados nos 345 municípios atingidos. Cenário de guerra com consequências sem precedentes. O Estado decretou estado de calamidade pública em 336 cidades. O que consola é ver que, além de órgãos de socorro sob o comando do governo federal, como a Marinha que utiliza equipes, embarcações, aeronaves e viaturas, e outros cedidos por governadores de várias partes do país —, voluntários se desdobram dia e noite para ajudar no que for preciso. São profissionais da saúde, da segurança e de diversas áreas, além de muitas pessoas que não foram atingidas, num acolhimento maravilhoso. É possível constatar nesta hora que boa parte dos seres humanos ainda tem amor ao próximo. Que a empatia é praticada que o " ajudar alguém, sem olhar a quem", ainda prevalece. Esse abraço coletivo, sem dúvida é o melhor remédio para tanta gente sofrendo. Compadecer com a situação do outro é uma dádiva de Deus e pode ter certeza, soma pontos com o Criador. Por muito mais pessoas assim.
Da Justiça
E a ajuda aos desabrigados chega de todos os lados. Ainda bem. Minas Gerais é um dos Estados que mais tem contribuído. Além do envio de aeronaves, técnicos da Copasa, servidores da Saúde e água potável, órgãos da Justiça estão colaborando com dinheiro. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) vão transferir recursos de multas e acordos compensatórios para entidades do Rio Grande do Sul com objetivo de auxiliar o governador Eduardo Leite (PSDB) e prefeitos. A iniciativa cumpre resolução do CNJ editada na última quinta-feira, 2, que permite que tribunais brasileiros possam repassar e transferir valores depositados em juízo para ajudar o estado gaúcho. O TJMG vai transferir R$ 10 milhões do saldo remanescente da extinta Conta Regional de Destinação de Prestações Pecuniárias do Judiciário. Já o MP anunciou o envio de R$ 1 milhão. O recurso é de um Termo de Ajustamento de Condutas firmado com mineradoras em Minas Gerais. Dinheiro importantíssimo e que chega num momento em que a Defesa Civil gaúcha pede por socorro com tamanha destruição e necessidade do básico dos milhares de atingidos pela chuva.
Orgulho duplo
E entre essa ajuda em todos os sentidos, muito positivo, a enfermeira e coordenadora da Central de Regulação, a médica Thamara Lesse, e o médico Jonatã Gomes, do CIS-URG Oeste, com atuações em Divinópolis, terem se juntado a outros profissionais na força-tarefa dos SUS que que vai atuar no atendimento às centenas de vítimas das chuvas no estado. Representantes com muito orgulho da região assistida pelo Samu, nesta ação de solidariedade, e uma prova que a cidade conta com profissionais da Saúde de ponta.
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