Anvisa proíbe alimento infantil e suspende lote de molho de pimenta; veja produtos afetados

Da Redação
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada de três produtos do mercado brasileiro após identificar irregularidades que podem colocar em risco a saúde dos consumidores. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União, na última quinta-feira, 28, e já está em vigor em todo o país.
Produtos proibidos e suspensos
O primeiro item é o PF da Nina, fabricado pela empresa PF da Nina Nutrição Infantil Ltda. A marca produzia alimentos destinados a bebês e crianças sem autorização da Anvisa e sem seguir as “Boas Práticas de Fabricação”. A proibição destes alimentos infantis ocorreu após análise de relatório da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo.
A fiscalização identificou que a empresa opera sem licença sanitária e não segue as normas de fabricação exigidas. Por se tratar de um público extremamente vulnerável, a agência determinou a proibição imediata da comercialização e a retirada completa dos produtos das prateleiras.
Também foi barrado o molho de pimenta extra forte da marca “Ubon”, especificamente o lote Nº 4512823. A Anvisa esclareceu em nota o motivo do banimento deste modelo do produto em específico. Segundo a instituição, após análises laboratoriais, foi encontrado dióxido de enxofre, substância que não estava declarada no rótulo. Esse composto pode causar reações adversas, principalmente em pessoas sensíveis, e por isso o lote foi suspenso.
Outro produto atingido pela decisão foi o creme corporal “Adeus”, da JSA Indústria de Cosméticos Ltda. Apesar de registrado como cosmético, o item trazia alegações de efeito farmacológico — o que é proibido por lei. A Anvisa reforçou que cosméticos não podem prometer propriedades de tratamento ou cura.
Histórico de medidas
Essa não é a primeira vez que a Anvisa adota medidas rigorosas contra produtos que oferecem riscos à saúde. Nos últimos anos, casos semelhantes ganharam destaque, com alguns inclusive sendo registrados no mês passado.
Em janeiro de 2024, por exemplo, a Agência proibiu lotes da fórmula infantil Nutramigen LGG, após risco de contaminação bacteriana. Já em agosto deste ano, suspendeu suplementos das marcas “Gold Labs” e “Nutrivitalle” por falta de registro e por relatos de efeitos adversos graves.
Outro registro ocorreu em 2023, quando a Anvisa baniu o suplemento “Soninho Perfeito Melatonina Kids”, voltado para crianças, já que o uso da melatonina não é autorizado para esse público. Situação semelhante já havia ocorrido em 2017, quando a marca Papá no Prato foi retirada do mercado por vender papinhas infantis sem registro sanitário.
O que fazer?
A Anvisa orienta que os consumidores interrompam imediatamente o uso dos produtos proibidos. Estabelecimentos comerciais, por sua vez, devem retirá-los das prateleiras e interromper a venda, sob pena de apreensão pelos órgãos de vigilância.
A parcela da população que comprou alguns dos materiais listados no documento, pode procurar orientação diretamente nos canais oficiais da agência. A recomendação é guardar nota fiscal e embalagem para facilitar possíveis devoluções ou esclarecimentos.
Segundo especialistas em saúde pública, medidas como essa reforçam a importância de escolher produtos devidamente registrados e autorizados, especialmente quando se trata de itens voltados ao público infantil ou de substâncias que possam gerar reações adversas.
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