Apoio não falta

Ataques nas redes sociais e a exposição da vida privada da família são situações justificadas por Gleidson Azevedo (Novo), que ainda o impedem de cravar sua candidatura à reeleição. O chefe do Executivo municipal aposta nos dois meses que lhe restam e conversa com esposa e filhos para se decidir. No entanto, se depender de Eduardo Azevedo (PL), a resposta do prefeito será sim. O deputado diz que trabalha para convencê-lo. E não é só o apoio dos irmãos, que inclui também o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), o ponto favorável a Gleidson. O aval vem de nomes importantes, em especial da direita, como o próprio ex-presidente Bolsonaro, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL), a senadora Damares (Republicanos) e até do o deputado estadual Bruno Engler, que é pré-candidato do PL à Prefeitura de Belo Horizonte. Não é qualquer candidato que tem uma "tropa de choque" dessa!
Pontos favoráveis
Não resta dúvida que o fato de ter um irmão deputado e outro senador faz com que Gleidson largue na frente na disputa. Mas, não é só isso. Como dito no tópico acima, tem outros nomes de peso e outro que nem foi citado: o de Domingos Sávio, político que sem dúvida, mais trouxe recursos para Divinópolis em sua trajetória entre Assembleia Legislativa e Câmara Federal. O deputado, que é presidente estadual do PL e tem sua esposa Chèrie Mourão como presidente local do partido, afirma não ter se decidido sobre chapa própria à Prefeitura. No entanto, o mais provável é que ele caminhe com Gleidson numa candidatura à reeleição. O fato de nomes importantes da legenda do ex-presidente terem anunciado apoio ao irmão de Cleitinho, sem dúvida, pesa muito. Além disso, é sabido que boa parte da população, principalmente aquela de bairros periféricos, aplaude a gestão do atual prefeito. Dito isso, Gleidson está com "a faca e o queijo na mão"!
Firme e forte
Do outro lado, enquanto Gleidson não se decide, a principal opositora, Laiz Soares (PSD), ganha força. Terceira colocada nas eleições de 2020, ela tem a pré-candidatura confirmada em oposição ao que chama de "Clã Azevedo". Laiz recebeu nas últimas eleições, numa ascensão incrível, 21.514 votos dos divinopolitanos. E a exemplo de Gleidson, a pessedista conta com o apoio de nomes importantes para a empreitada. Entre eles, a ex-vereadora e deputada por Divinópolis, Lohanna França (PV). E não para por aí: tem a deputada Tábata Amaral (PSB), de quem foi chefe de gabinete na Câmara Federal e que é pré-candidata à Prefeitura de São Paulo. Além do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que pertence ao seu partido. Como nomes de peso e respeitados costumam fazer a diferença nos embates, mesmo que para cargos locais, tudo indica que esta disputa promete. Principalmente se a corrida à Prefeitura for polarizada, como tudo leva a crer, que sim.
Sem palanque
Mesmo as disputas prometendo "pegar fogo" em Minas, especialmente em cidades importantes, como Divinópolis, o governador Romeu Zema (Novo), é categórico em afirmar que não pretende dar apoios públicos a candidatos do interior do estado no 1° turno das eleições deste ano. Por isso, nem teve seu nome citado no tópico acima, entre os outros que vão apoiar uma possível reeleição de Gleidson Azevedo. E olha que são do mesmo partido. No entanto, Zema indicou que a postura pode mudar em eventuais disputas de 2° turno, principalmente, se houver embates entre candidatos à direita e à esquerda do campo político — o que o levaria a caminhar com as chapas mais à direita. Sobre sua preferência, até dispensava a afirmação do governador, com tamanha obviedade. Como Divinópolis não tem segundo turno, significa que Zema prefere descartar seu apoio a Gleidson para não ser cobrado pelo o Hospital Regional ou vaiado. Simples assim!
Pauta travada
E por falar em disputa de egos e "briga de cachorro grande" os deputados e senadores se reuniram ontem no Congresso Nacional, para discutir os vetos feitos pelo presidente Lula (PT) e que neste momento travam a pauta de votação nas duas casas. Em alguns casos, a base do governo já dava como certa a derrubada de alguns desses vetos, como o que trata da saidinha temporária de presos aos feriados, mas em outros, os líderes ainda tentavam ganhar tempo para articular acordos e impedir impactos no orçamento. Além da "saidinha", outro tema sensível é o veto parcial feito pelo presidente à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Entre os trechos barrados, estão o calendário para pagamento de emendas parlamentares - gastos que deputados e senadores indicam para investir em seus redutos eleitorais, em forma de obras e projetos. Lula buliu em "caixa de marimbondo", afinal é com esse dinheiro que se garante os votos da próxima eleição. Não vão deixar "barato", isso é fato!
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