Audiência da Copasa mostra descontentamento geral

Flávio Flora
A sétima audiência pública realizada pelos vereadores das duas últimas legislaturas não surtiram os efeitos desejados pela comunidade divinopolitana, que é o abastecimento eficiente de água nos bairros e o fim da poluição hídrica do rio Itapecerica, com uma estação de tratamento do esgoto e a suspensão da cobrança da tarifa, enquanto o serviço não se inicia.
A audiência realizada ontem à noite, no Plenário Zózimo Ramos Couto, da Câmara Municipal, pela Comissão de Administração – formada por Edson Sousa (presidente), Marcos Vinicius (relator) e Ademir Silva (secretário) – foi prejudicada pelas ausências de representantes da Prefeitura (convidada por antecedência) e de membros da diretoria da Copasa, que enviou apenas o superintendente de operações no Centro e Oeste, João Martins de Resende Neto, com a finalidade de apenas cumprir o protocolo, e ouvir as manifestações da sociedade.
Eram esperadas as presenças do diretor de Gestão Corporativa, Francisco Eduardo de Queiroz Cançado, e do diretor de Operação Sul, Frederico Delfino, para melhor discussão e balizamento de obras e atividades do Plano Municipal de Saneamento Básico, bem como a construção de uma represa no Córrego do Paiol.
O superintendente João Martins informou que estava ali para responder as dúvidas e as questões, mas não havia trazido uma apresentação específica para a audiência, reconhecendo que “as questões que mais afligem as pessoas, que mais suscitam dúvidas, são em relação aos prazos pactuados para que a Copasa entregue o sistema de esgotamento sanitário”, admitiu.
Usou da palavra, entre outros convidados, o ambientalista Darly Salvador, que apontou ilegalidade na forma como a Copasa está cobrando a tarifa de esgoto, sem antes iniciar o serviço. Também destacou que a empresa não tem o cuidado necessário com as nascentes, lagoas e os rios.
O deputado estadual Fabiano Tolentino (PPS) também usou da palavra para criticar a forma de agir da companhia, prosseguindo a cobrança das tarifas sem cumprir os prazos do cronograma, o que está gerando uma conta para a população pagar.
— A Copasa poderia ter os dois anos para terminar as obras, mas a cobrança deveria ser suspensa — disse, enfatizando que o lucro exibido pela empresa “é bonito na planilha deles, mas na nossa não, que estamos pagando por um serviço inexistente”. Ao final, afirmou que a Copasa é a maior poluidora de Divinópolis e de Minas.
O advogado Robervan Faria usou dos microfones para comentar sobre o tema e pediu ao vereador Vicente Nego do Buriti para apresentar um projeto de Decreto Legislativo sustando o Decreto do Executivo n. 9.969/2011, que alterou a lei municipal 6.589 em flagrante conflito com a hierarquia das leis.
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