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João Carlos Ramos

Carta para D. Pedro II

Por Bruno
Carta para D. Pedro II

Divinópolis, 12  de Dezembro de 2025

Sua majestade imperial  Imperador Constitucional e defensor Perpétuo do Brasil, Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula  Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga - D. Pedro II,

Saudações!

Vossa Excelência poderia me conceder alguns minutos de seu precioso tempo, a fim de ler essa carta, que julgo ser da mais alta relevância? Com o mais profundo respeito e reverência, tomo honrosamente a pena para narrar ao magnífico Senhor do Brasil, o fato ocorrido no ano de 1844. Trata-se do rapto da bela Pórcia, tia do famoso poeta Castro Alves, realizado pelo Senhor Leolino Pinheiro Canguçu. O fato aconteceu no sobrado do Brejo seco,na serra das éguas, no município de Brumado, sertão da Bahia. Ambos eram  pertencentes à famílias tradicionais  de fazendeiros abastados daquela região. Provavelmente, o fato, chegou ao seu conhecimento, visto que ele gerou o morticínio de uma década, entre as referidas famílias. O senhor,sempre preocupado com os necessários  avanços econômicos  do  Brasil, viajava constantemente para a Europa, a fim de trazer de lá, experiências e manter intercâmbios  culturais com personalidades da época. Chegou até nós, através de seus biógrafos, que Vossa Excelência, manteve também uma paixão tórrida, mas altamente discreta com a Condessa de Barral. Luiza margarida de Barros Portugal. Tal paixão durou 34 anos. Mulher bela, independente e culta, preceptoras das princesas Isabel e Leopoldina. Tal fato, obviamente, era do conhecimento de sua esposa. O seu casamento, como muitos da época, foi "arranjado" . Sua esposa, Dona Teresa Cristina de Bourbon, foi uma escolha de estado e não de seu coração. Biógrafos renomados, dizem que ela era desprovida de beleza e ainda três anos mais velha. O casamento foi realizado  por procuração em 30 de maio de 1843, com uma dispensa emitida pelo Papa, por serem primos. Mesmo sendo  poderosíssimo, sua infelicidade era total. Por outro lado, a Condessa de Barral, (casada e  também infeliz), contemplou em seus lábios o encontro de dois rios de amor! Tal paixão tinha tudo para destruir o império, mas os dois fizeram um pacto de levarem para a eternidade os segredos da alcova. Diante do exposto, o que Vossa Excelência pode opinar sobre a paixão de Leolino e Pórcia, levada até às últimas consequências? Permita-me, lembrá-lo das proezas sexuais de seu pai, Dom Pedro I, que a história oficial, nega divulgar pontos mais sensíveis. 

Além da Marquesa de Santos, Domitila de Castro Canto e Melo,a historiadora Sabrina  Ribeiro, do canal Apaixonados por história, nos informa que ele teve 32 amantes, dentre solteiras, casadas e viúvas e até uma freira.(acredite!!!). Obviamente, isso não tem nada a ver com Vossa majestade ... Quanto às paixões humanas, elas são comuns em todo tempo e lugar. Sabemos que o poder está atrelado ao sexo e os afeiçoados a ele, não se importam com as consequências. Voltando ao assunto do rapto de Pórcia, desejo imensamente saber qual é a  sua opinião.  Ninguém detém o caminho do rio da paixão. Nem mesmo as montanhas. Pensas,também assim? Sabendo de sua vasta cultura e bondade, obviamente essa carta corresponderá às minhas expectativas. Trilhas, penso eu, o caminho do meio e ficarei imensamente feliz com sua resposta. Aproveito para enviar um abraço para sua filha, a princesa Isabel. Assim que eu tiver um tempo disponível, também enviarei uma carta de gratidão para ela. Nós ,os negros brasileiros do século XXI, a agradecemos, imensamente pela atitude heróica de quebrar nossas algemas! Somos todos iguais,perante o mar imenso!

Despeço-me com o devido respeito que nutro por Vossa Excelência,ó digníssimo imperador!

Paz e bem!

Jocarramos@gmail.com

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