'Cascaram fora'

"Vamos jogar a bomba e “dá no pé". É bem isso que acontece com algumas casas legislativas, em especial na virada de um ano para outro. Aprovam propostas polêmicas e partem rumo ao recesso parlamentar. Exemplo factual é a Câmara de Divinópolis ao aprovar duas propostas desta natureza, na reunião de terça-feira, 16: o reajuste dos próprios salários e duas cadeiras a mais na Casa. Para não correr o risco de voltar e ouvir "poucas e boas" de críticos à medida, juntou no pacote a LOA — enquanto não aprovada, não se interrompe as votações do ano em vigência —e se mandaram para a trégua. Foram e deixaram o encargo nas costas do povo. Mesmo valendo somente, a partir de 2029, a conta vai chegar.
R$ 130 mil a mais
Com o sim de 15 vereadores, Vitor Costa votou contra e Kell Silva está de licença à maternidade, o reajuste salarial superior a 42%, eleva o vencimento atual de R$ 12.225,00 para R$ 17.387,30, pouco mais de R$ 5 mil de acréscimo. E isso não significa apenas cerca de R$ 85 mil a mais na folha de pagamento, 17x R$ R$ 5 mil, pois a partir de 2029, também serão dois vereadores a mais. Ou seja: R$ 85 mil + R$ 45 mil, que é = a R$ 129.774,00 mensal e R$ 1.557,288 anual. Um montante significativo que virá do bolso do povo. Aquele mesmo que escolhe seus representantes e paga seus salários. A próxima eleição para escolher os 19 parlamentares acontece em 2028, poucos meses antes das novas normas entrarem em vigor. Parece longe, mas com a rapidez com que os dias têm passado, não demora a chegar.
Cenário complexo
Por falar em processo eleitoral, o de 2026, bate à porta. Nada ainda está definido, mas o cenário desenhado para a Presidência da República no momento, já apresenta algumas novidades em relação a nomes. Passando por um momento complexo aquele que se dispuser a se candidatar, precisa ficar atento a alguns pontos que podem influenciar a disputa. Os desafios são muitos e nos mais diversos setores. A economia, por exemplo, enfrenta problemas, incluindo a instabilidade política. E encontrar soluções para impulsionar o crescimento econômico não é tarefa fácil. A reforma política é outra questão importante, onde entra a possibilidade de mudanças na legislação eleitoral e na estrutura governamental. Mas, quem estaria disposto a mexer neste vespeiro? No entanto, mesmo diante de uma previsão que não é nada animadora, a disputa presidencial de 2026 promete ser emocionante e imprevisível.
Na frente
Ainda dentro deste contexto, se tem eleição, não faltam candidatos. Já com a presença do filho do ex-presidente, Flávio Bolsonaro, a primeira pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta, 17, sobre a intenção de votos para a disputa pela principal cadeira do Executivo do país em 2026, o atual presidente Lula (PT) aparece com 39% das intenções de voto e o senador Flávio (PL), em segundo, com 23%. Na terceira colocação, o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), com 13%; seguido de Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo (Democracia Cristã), com 2%,cada. O levantamento aponta que 5% estão indecisos e 16% pretendem votar em branco ou anular. 21% que pode fazer a diferença, caso os entrevistados mudem de opinião.
Romeu Zema
Em outro cenário da pesquisa, Lula aparece com 39%, Flávio Bolsonaro tem 26%, o governador Romeu Zema (Novo), tem 6%; Renan Santos, 2%; Aldo Rebelo, 2%. Neste levantamento, os indecisos são 5% e os votos branco e nulo são 20%. 25% significativos também, mas prematuros. Já que ainda "falta muita água pra passar debaixo da ponte"! Porém, uma coisa precisa ser levada em consideração: Tanto Zema, quanto a Simões, seu candidato ao governo de Minas, seguem em baixa em todas as pesquisas.
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