Criação do Femeg pode colocar Estado em dia com Municípios

Maria Tereza Oliveira
Um projeto polêmico foi aprovado em 1º turno na última terça-feira, 4, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o de lei nº 5456/2018, de autoria do governador Fernando Pimentel (PT), cria o Fundo Extraordinário de Minas Gerais (Femeg).
A matéria visa quitar as dívidas que serão deixadas pelo atual governo, até o dia 31 deste mês, o último dia do mandato de Pimentel. De acordo com a matéria, a principal fonte de recursos do Femeg é o montante que o Estado tem a receber da compensação da Lei Kandir.
A expectativa do governo de Minas é de que a compensação dê uma margem de R$ 3 bilhões ao ano, a partir de 2016, o que resultaria em R$ 9 bilhões, o Estado tem a receber. Outras fontes totalizaram a previsão de que o Femeg fosse composto por pelo menos R$ 15 bilhões.
Municípios
Atualmente o Estado deve cerca de R$ 10,4 bilhões aos municípios, sendo mais de R$ 100 milhões a Divinópolis. De acordo com o texto da lei, os valores que a União deve aos estados referentes à Lei Kandir, que no caso de Minas, seriam de R$ 135,67 bilhões.
Além de usar compensações da Lei Kandir, a receita do Femeg será composta por recursos de origem não tributária, créditos decorrentes de precatórios devidos pelos municípios ao Estado e créditos judiciais devidos pela União ao Estado provenientes de decisão com trânsito em julgado até a publicação da lei.
Votação
O placar da votação foi de 33 favoráveis e 24 contrários. Durante a votação, os ânimos se exaltaram e a reunião foi temporariamente suspensa para que se chegasse a um acordo que permitisse a votação.
Contrários
A oposição argumenta que o Femeg vincula despesas do atual governo a receitas futuras e, por isso, podem não se concretizar, como a Lei Kandir, por exemplo. Os contrários temem que estas receitas sejam comprometidas com o projeto e prejudique os municípios.
Outro argumento usado pelos contrários ao projeto é que ele teria apenas a intenção de evitar que o governador fosse enquadrado em violações da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
A favor
Mas houve também deputados que defenderam o Femeg. Os favoráveis ao projeto afirmam que a compensação da lei Kandir, assim como de outras receitas, já foram julgadas, portanto, não poderão deixar de ser destinadas a Minas.
Os favoráveis garantem que a votação é apenas provisória e que a aprovação definitiva só ocorrerá após a incorporação de emendas de interesse das prefeituras, assim como liberação de repasses em atraso aos municípios.
Lei Kandir
Criada em 1996, a Lei Kandir isenta o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) os produtos e serviços destinados à exportação. Ela surgiu da necessidade de estimular às exportações. Usando como lema “Exportar é o que importa”.
Leia também
Pacote de economia ainda na promessa
Prazo para justificar ausência no primeiro turno termina nesta quinta
Pagamento do 13° do Estado e da Prefeitura segue sem previsão
Ausência no primeiro turno deve ser justificada até hoje
Governo promete escala de pagamento para hoje
Vereador protocola pedido de impeachment contra prefeito
Mais recentes
Vereador questiona possível alteração no vale-transporte; prefeita nega proposta
‘Ainda não tem nome definido’: Cleitinho planeja definir secretariado em breve
Simões promete pagar 13º e salário de janeiro antes de deixar governo de MG
Lula vira eleição pela primeira vez na história e segue para quarto mandato
Do nosso arquivo
Moraes nega pedido da defesa e mantém Bolsonaro em prisão domiciliar
Justiça nega pedido da Prefeitura e autoriza Cemig a instalar usina solar no Lago das Roseiras
Investigado por corrupção, vice-prefeito de Itaúna tem salário cortado
Mais de 96% do eleitorado de Divinópolis já tem biometria regularizada para eleições de 2026
Veja tudo o que publicamos em dezembro de 2018
Comentários
Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.
Carregando comentários…
