De novo

Não deu outra. Como acontece com a "PEC da Blindagem", a maioria dos deputados mineiros foram favoráveis ao projeto da anistia. O pedido de urgência para o projeto de lei que prevê o livramento para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 recebeu o apoio de mais de dois terços da bancada do Estado na Câmara dos Deputados. A proposta aprovada na noite de quarta-feira, 17, recebeu o voto favorável de 37 deputados federais de Minas e o voto contrário de 14, menos da metade. Entre os favoráveis, conhecidos dos divinopolitanos: Domingos Sávio (PL), Níkolas Ferreira, mesmo partido, e Eros Biondini, também da sigla. Os contrários votados na cidade são: Rogério Correia (PT), Reginaldo Lopes também PT, Duda Salarbet (PDT)... O deputado Aécio Neves (PSDB) "ficou em cima do muro", e foi o único que se absteve. Pior ainda. Ou é ou não é. Essa coisa de não ter lado na política, é falta de coragem de assumir.
Próximos passos
Com a aprovação — por 311 votos a 163 —, pouco mais da metade, contrária, o texto poderá ser analisado diretamente no plenário, sem a necessidade de passar pelas comissões. Além de Aécio, houve mais 6 abstenções. Mesmo avançando, ainda há divergências sobre o conteúdo final da proposta. O que pode começar a ser resolvido agora com o trabalho do relator. Paulinho da Força (SD) foi o nome escolhido pelo presidente Hugo Motta (Republicanos). Ele é considerado um parlamentar de bom trânsito entre governo e oposição. Mas, tem a mesma origem do presidente Lula (PT). Trabalhou na metalurgia e iniciou a carreira política como sindicalista. A direita vai "chiar"!
Perdão total
O bloco da oposição, que é maioria na Casa, pressiona por um perdão total a todos que cometeram crimes relacionados aos ataques do 8 de janeiro, resultado que beneficia diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. Outra possibilidade é que seja discutida somente a redução de penas, já que a maior parte dos envolvidos foram condenados a até 17 anos de prisão. A oposição é totalmente contra todo o projeto, e assim como a direita faz campanha para o sim, os contrários fazem o mesmo pelo não. O certo é que essa disputa vai render, e não dá pra arriscar em um resultado.
Corrida eleitoral
Enquanto as polêmicas rolam soltas no Congresso, boa parte pensando nas Eleições 2026, outros correm por fora com a mesma intenção. Muitos baseados em pesquisas que não param de sair. Na última delas, feita pela Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira, 18, mostra que a maioria dos brasileiros considera que o presidente Lula (PT) não deveria tentar a reeleição no próximo ano. Para 59% dos entrevistados, o petista não deveria concorrer à reeleição. Outros 39% são favoráveis. Os indecisos e que optaram por não responder somam 2%. Se a maioria, pelo menos, por enquanto, não aprova, será que valeria a pena ir contra? É um caso a se pensar.
Depende da saúde
Aos 79 anos, Lula tem dito que uma possível tentativa de reeleição depende da sua saúde, que apresentou algumas intercorrências nos últimos meses. Por outro lado, aumentou o percentual de eleitores que não querem o ex-presidente Bolsonaro (PL) na disputa do próximo ano. Para 76% dos entrevistados, ele não deveria ser candidato e deveria indicar outro nome para a disputa; 19% defendem. Já 5% não responderam. Talvez, se os políticos ouvissem mais quem interessa, que são seus eleitores, não teriam tantos problemas.
Na frente
Já para a corrida rumo ao Palácio do Planalto, Lula (PT) lidera a pesquisa de intenções de voto e venceria todos os nomes da direita caso a disputa acontecesse hoje. Os dados são também da pesquisa Genial/Quaest. Conforme o levantamento, nas simulações que consideram fragmentação de candidaturas da oposição, Lula aparece com 32% a 35% das intenções de voto. Os mais competitivos para irem ao 2º turno seriam: Bolsonaro (inelegível) com 24%, Michelle com 18% e Tarcísio com 17%. Pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre 12 e 14 de deste mês e a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Aguardemos os próximos capítulos.
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