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Preto no Branco

E a Câmara, hein?

E a Câmara, hein?

Se a jornalista Maria Cândida, por anos colunista do Agora, estivesse viva, infelizmente nos deixou no início deste ano, faria com certeza, faria essa pergunta. Era o que ela fazia sempre no final da sua coluna quando o Teatro Gravatá estava só  na promessa. E o teatro, hein! Frase que a marcou, além dos textos impecáveis e críticas assertivas, como grande profissional que era. Mas, voltando à Câmara, quando  alguém fala em reunião, vereadores, o que se ouve é: que preguiça! Algumas decisões, atitudes ou indicações, são no mínimo questionáveis, para não dizer com algum fim político. As eleições estão chegando e quanto mais se aproximam, pior e mais escancarados ficam os objetivos. Pena é que pouca gente enxerga. 

Só pensam naquilo

Antes que alguém pense bobagem, a referência no título é sobre as eleições. Afinal, faltam pouco mais de três meses para os divinopolitanos irem às urnas, mas esse tempo se torna uma eternidade para quem está à caça de votos. Assim, tudo é válido e cada eleitor conquistado é motivo de comemoração. Principalmente para quem precisa de muitos ou terá uma forte concorrência. Se for olhar pelo lado de que nas eleições 2020, 330 candidatos disputaram uma vaga na Câmara e, nas de 2024, devido às mudanças nas regras, o limite é de 252, dar-se a impressão de facilidade, mas não é bem assim. São 18 partidos habilitados para a concorrência, destes, 5 estão dentro das federações. Para alguns que caminham praticamente sozinhos, como o PRD de Flávio Marra e Galileu Machado, a "parada será dura". O que os candidatos por legendas assim podem fazer, é tentar ganhar eleitores de outras siglas que tenham se decepcionado por algum motivo. Uma boa estratégia, mas sem dúvida, concorrida. 

São eles

PT, PL, PSD, PV, PSDB, PC do B, União Brasil, Solidariedade, Republicanos, PP, PDT, Avante, PRD, AGIR, Novo, PSB, REDE, Cidadania. São esses os  partidos habilitados para a disputa 2024. Entretanto, Agir está suspenso por não apresentar CNPJ e PSB por falta de prestação de contas, o que pode melar os planos dos postulantes a uma vaga no Legislativo por essas siglas . Se analisar pela quantidade de legendas, parece confuso, mas no fim do próximo mês, quando acontecem as convenções e os pré-candidatos viram candidatos, o cenário fica mais claro. Mas, que vai ter muita gente na disputa, isso é fato. 

Sem Prefeitura?

E pelo andar da carruagem com um prazo tão curto, não só o PSB de Jaime Martins, mas o PT ficará de fora da briga pela Prefeitura. A princípio afirmou que teria candidatura própria, mas até o momento não há nenhuma definição. Além disso, também não anunciou apoio a nenhuma chapa. No momento, apenas a comandada por Laiz Soares é a opção. A não ser que decida lançar candidatura de última hora, ou surja outro grupo que comungue da mesma ideia, pode ficar de fora. Será?

Gol de placa 

 Causou surpresa para alguns o fato de Ademir Silva (PSDB) ter protocolado um projeto de lei que cria a “Semana de Valorização da Vida” em Divinópolis. O projeto visa destacar a importância da vida humana desde sua concepção até a velhice e faz jus ao que o movimento "Brasil sem Aborto" defende. O estranhamento de alguns é pelo fato de o vereador ser adversário ferrenho do PL, principal partido defensor da causa. No entanto, vale ressaltar que Ademir é católico, ministro da eucaristia e, acima de tudo, temente a Deus e isso não olha legenda, político e caras de quem apoia, e sim, o que é certo diante das leis sagradas. Recentemente assumiu o desafio de caminhar ao lado de Laiz Soares (PDS) como pré-candidato a vice-prefeito. Embora o projeto seja visto como algo polêmico para algumas pessoas, há rumores de que o mesmo tem recebido elogios até de membros da Diocese, outros reliogios, e de líderes políticos de direita.

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