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Preto no Branco

Pode piorar? Sim. 

Pode piorar? Sim. 

Falar que a atual legislatura é horrenda e pode terminar como a pior de todos os tempos é “chover no molhado”. Falo o verbo “pode”, visto que a atuação dos vereadores antes dessa foi do mesmo modelo. Faltando ainda alguns meses para as eleições, quem sabe, recolham a lona e o circo não mude de lugar. Apesar de ser muito difícil, “a esperança é a última que morre”, como  dizia minha adorada vovó. Se puxar saco, tapete, gritar e gravar vídeo fosse legislar, não precisaria nem de eleições para escolher aqueles que a população julga dignos de representá-la. No entanto, neste caso, “os justos não podem pagar pelos pecadores”, por isso a coluna não generaliza. Porém, boa parte dos atuais vereadores estão no mesmo bote. Fraquíssima e desorientada. Talvez sejam as palavras adequadas para nomear esses quase quatro anos de execução dos trabalhos no Legislativo. Tem como piorar? Bem possível, se levado em conta que o eleitor brasileiro em sua maioria precisa começar do zero para aprender a escolher seus representantes.                          

Acordo selado 

Ainda no assunto desempenho, Ademir Silva é um dos que não pode ser incluído no quesito “ruindade”. Em seus dois mandatos — faltam cerca de seis meses para acabar o último —, fez o que pôde para cumprir a função de vereador, como ditam as normas. Teve seus exageros, claro, mas acertou mais do que errou. Agora, como havia afirmado anteriormente, deixa o Legislativo em busca do sonho de entrar no Executivo. Já tinha lançado seu nome como pré-candidato a prefeito, porém por questões partidárias, se junta a Laiz Soares (PSD) e será seu vice. Melhor escolha? Sem dúvida. Não tinha tempo hábil para formar uma chapa e trabalhar forte em uma campanha tão pesada. Por outro lado, Laiz não havia  acertado com um vice, e, neste momento, entre os nomes disponíveis, o do vereador é o melhor. Além do mais, dividiria os partidos na questão de apoio. Um estava precisando do outro para a corrida eleitoral, simples assim! 

Apoios diversos 

Os dois iniciam a dobradinha afirmando terem ao lado da chapa, nomes importantes que os ajudarão a tornar Divinópolis uma cidade que todos querem e precisam. As apostas principais são a capacidade de gestão, experiência e visão administrativa apresentadas por Laiz — que já rompeu limites muito além de Divinópolis, e o aprendizado de Ademir nos seus dois mandatos, junto ao seu trabalho assistencial e social desenvolvidos há anos junto à comunidade. União que pode dar certo, e trabalho aos adversários. 

Oito aderiram 

O acerto que definiu os dois nomes da chapa já deu resultado. Ganhou a adesão de oito partidos que trouxeram com eles, muitos pré-candidatos a uma cadeira na Câmara. Além do PSD, de Laiz, e do PSDB, de Ademir, até ontem, havia anunciado apoio: PDT, PRD, REDE, PV, PCdoB e Cidadania. E olha que outros, como o PT, também podem se juntar. Impossível não dizer que começaram a caminhada com o pé direito.

Mais um capítulo 

O projeto de lei do governador Romeu Zema (Novo) que concede reajuste de salário aos servidores civis e militares do Estado teve mais um capítulo ontem. A Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) votou pela continuidade da proposta. Isso, um dia depois de votação tumultuada e apertada, sob protesto e vaias de dezenas de servidores presentes no Plenário. O projeto inicial previa uma recomposição de 3,62%. No entanto, uma emenda apresentada pelo governador nesta terça, elevou o percentual para 4,62% e passou com facilidade ontem. As outras  apresentadas por deputados da oposição e parlamentares ligados às forças de segurança “levaram pau” de novo. E já era esperado, visto que em todas as situações anteriores, o grupo de apoio a Zema saiu vencedor. 

O outro lado 

Enquanto o governo fala que chegou “no limite” do que pode oferecer ao funcionalismo público, o grupo opositor com o apoio de servidores que foram protestar  novamente, tentaram convencer os colegas de qualquer jeito a aprovarem outra emenda, que prevê um reajuste de 10,67% ao funcionalismo para igualar a inflação acumulada desde 2022. Os militares, policiais civis, bombeiros, agentes penitenciários e socioeducativos que o digam! E adivinha? Não passou, é claro. 

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