Educação: função de quem?

Semana passada a coluna transmitiu sobre o quanto está difícil exercer o magistério. Para o filósofo e educador Mário Sérgio Cortella, a educação (valores, ética, caráter) é uma tarefa que pertence primariamente à família, enquanto a escola é responsável pela escolarização (conteúdos formais, socialização), mas para muitos pais, a obrigação de educar e impor limites é do professor e mais, o fracasso do aluno é atribuído à escola, jamais à família que ao terceirizar a educação e imposição de limites, não cumpre sua parte. Onde a sociedade vai parar com isso?
Jogando a toalha
Várias profissões estão deixando de ser atraentes, dentre elas o magistério. Gestores ruins, salas superlotadas, cobranças de metas impossíveis, horas extras excessivas (além de trabalhar em casa na correção de provas e exercícios, ainda há o período despendido no preparo das aulas, ainda tem que participar de eventos fora do horário pré-estabelecido e muitas vezes fora do prédio da instituição), ambiente tóxico, excesso de trabalho, falta de reconhecimento, desrespeito tanto dos alunos quanto dos pais e superiores, adoecimento, baixos salários. Por que não valorizar o profissional da educação? Quem ganha com isso são os grupos que valorizam a perpetuação da desigualdade, dentre eles os que exploram a mão de obra barata dando espaço para mais casos de trabalhadores em situação análoga à de escravidão, e claro, políticos que dependem de uma massa eleitoral com menor senso crítico para manobras de massas, pois pessoas com menor acesso a uma educação de qualidade são mais vulneráveis a discursos populistas e dependem de assistencialismo, o que é frequentemente instrumentalizado para a manutenção de currais eleitorais. Vamos acordar?
Profissão importantíssima
Existem profissões sem as quais a humanidade não sobrevive e uma delas é a de professor. Ter professores é tão importante quanto ter ar de qualidade para respirar. As profissões que representam os pilares de sobrevivência são: medicina, enfermagem, agricultura e claro, professores que são formadores de todas as outras profissões e base do desenvolvimento intelectual e crítico da humanidade. A desvalorização do professor significa o colapso da humanidade. Quem é que vai ganhar com isso?
Flávio Marra
O final de semana em Divinópolis deu o que falar e o vereador Flávio Marra (PRD) foi um dos tópicos altos. Primeiro a ocorrência na casa de entretenimento Mandalla Rooftop, localizado no terraço do Shopping Pátio Divinópolis. Pois bem, segundo o vereador, o cidadão de nome Rodrigo, que o acusa de agressão com uma garrafa, tentou beijar sua namorada. Nos comentários em uma das postagens, uma cidadã postou o seguinte: “engraçado que o mesmo senhor do vídeo (no caso, Rodrigo) estava intimidando eu e minha amiga na fila do banheiro, uma pessoa assim tem que no mínimo ficar preso em caso.” Claro que a violência verbal e principalmente física sempre devem ser evitadas, pois o resultado sempre é o pior. No caso do vereador, quase lhe custou o cargo, pois um pedido de cassação foi protocolado (rejeitado por 12 a 3) e claro, desgaste junto à população. Pois bem, em caso de assédio, o foco deve ser a proteção e a denúncia. Infelizmente ambos, vereador e cidadão, haviam consumido bebida alcóolica e é sabido que o álcool é um potente desinibidor e amplificador de agressões, reduzindo a capacidade de julgamento e controle dos impulsos, servindo frequentemente como gatilho para a violência. Assédio e agressão, seja verbal ou física, são formas distintas de uso intencional da força ou do poder, ou seja, formas distintas de violência.
E não parou por aí!
No sábado o ciclista Bruno Barbosa, foi morto por atropelamento na BR-494. O culpado fugiu sem prestar socorro. Quiseram colocar esse homicídio nas costas de Flávio Marra (PRD). O vereador atribuiu a absurda acusação aos seus adversários políticos, dentre eles o também vereador Vitor Costa (PT) que segundo Flávio Marra se encontrava na porta de sua casa quando equipes policiais e profissionais da imprensa acompanhavam a perícia em seu carro. Flávio classificou a situação como uma tentativa de desgastar sua imagem. Oremos!
Parada Gay
A deputada estadual Lohanna Franca (PV) e o vereador Vitor Costa (PT) destinaram verba pública para a realização da Parada LGBTQIAPN+ que será realizada em setembro próximo. Nada contra! Se há recursos públicos para o pré-carnaval, eventos religiosos, nada contra que haja para a Parada. O que não pode ocorrer é que se torne palco para discurso político como ocorreu em São Paulo capital, no qual o dinheiro era público e o palco foi do PT e do Psol. Que seja celebração e não modelo de negócio político bancado pelo contribuinte. Aguardemos!
Adriene Lopes
A delicadeza da Delegada de Polícia Civil lotada em Divinópolis, Adriene Lopes de Oliveira, itaunense de nascimento, não é fragilidade. Ali se escondem uma força inabalável e uma coragem silenciosa. Suas investigações são discretas e minuciosas. O caso do Pastor Jesiel de Oliveira, condenado a mais de 32 anos de reclusão, se deve ao seu trabalho. Casos de “vaquinhas online” para custear supostos tratamentos, não passa um! E não para por aí. Ela é o terror dos estelionatários. Até o programa Fantástico da Rede Globo mostrou para o Brasil inteiro a sagaz delegada que a Polícia Civil de Minas Gerais tem orgulho de ter em seus quadros. Para a delegada Adriene, cada investigação envolve pessoas, histórias e a responsabilidade de buscar a verdade com equilíbrio e justiça. Seu trabalho não representa apenas um procedimento, mas uma oportunidade de promover justiça, amparar vítimas e contribuir para uma sociedade mais segura. Aplausos de pé!
Anistia já!
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