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Adriana Ferreira

Não é tão simples assim!

Por Bruno
Não é tão simples assim!

Na última terça-feira, a jornalista e editora-chefe do Jornal Agora, Gisele Souto, foi impedida de exercer sua profissão na Câmara Municipal de Divinópolis, após a votação que aprovou a reforma da Previdência própria dos servidores municipais. Isso mesmo! Expulsa da Casa do Povo e pelos seus representantes! Calar uma jornalista é um absurdo, mas fosse ela advogada, faxineira, secretária, promotora de Justiça, de eventos, de produtos, uma magistrada, uma  merendeira escolar, professora, gari, não importa. O problema não seria menor! Quando um cidadão é impedido de exercer sua profissão, sua função, trata-se de uma violação aos seus direitos fundamentais e sociais, mas quando a vítima é uma mulher, é muito pior, pois é sinal de que a democracia corre perigo. Afeganistão, Irã, Iêmen, Somália, e Sudão estão aí para comprovar o que esta colunista está afirmando. É o que a ONU chama de apartheid de gênero. E quem conhece esta colunista sabe que de feminista não tem nada. A anulação dos direitos e garantias fundamentais frequentemente atinge primeiro aqueles que têm o poder de questionar, defender direitos e informar a sociedade e quando uma mulher resume tudo isso, como é o caso de Gisele Souto, ela se torna um perigo. #SomostodosGiseleSouto

Não é a primeira vez!

Vale dizer que em 2018, na mesma Casa do Povo, o então vereador Edson Sousa (PSD) não gostou de ser questionado pela também jornalista e cerimonialista Pollyanna Martins, à época do Jornal Gazeta do Oeste. Durante entrevista coletiva, o então vereador perdeu a compostura diante de uma pergunta da jornalista, gritou e apontou o dedo contra Pollyanna. O fato mereceu nota de repúdio do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais. Mais tarde Edsom de Souza a processou nas esferas cível e criminal, sem êxito. Viva a liberdade de imprensa! 

Estado de Exceção

Esta coluna já havia alertado sobre os abusos cometidos na Casa do Povo contra jornalistas, como se verifica na edição virtual  do Agora ( https://agora.com.vc/noticia/mordaca e também na edição impressa do dia 8 de novembro de 2019). Vejamos: Imprensa livre é coisa séria! É requisito do Estado Democrático de Direito. Calar a imprensa é Estado de Exceção. É o primeiro passo para amordaçar o cidadão. Se aceitarmos passivamente, daqui a pouco o Legislativo municipal exigirá de nós, simples cidadãos, que sempre os elogiemos, mesmo que cometam abusos.  Teremos que tratá-los como divindades como já ocorre no Poder Judiciário, onde alguns juízes, felizmente minoria, se acham deuses e alguns têm certeza.” Até quando?

Brasil 1 x 2 Noruega 

Brasil fora da Copa e o que se viu no país foi uma barbárie: crianças rasgando álbuns de figurinhas, adultos quebrando tv’s, móveis, eletrodomésticos e pior, agredindo mulheres. Recentemente a  coluna transmitiu sobre o futebol e o aumento da violência doméstica principalmente quando se trata de partidas decisivas no país. Se já estava ruim, na Copa do Mundo, a coisa piora. Os registros de violência doméstica e agressões físicas contra mulheres aumentam cerca de vinte por cento em dias de jogos da Seleção Brasileira. A eliminação do Brasil para a Noruega estimulou comportamentos agressivos associados ao consumo excessivo de álcool e à frustração dos torcedores que usaram o esporte como um gatilho para a falta de controle emocional e na falta do que comemorar, apelaram para a violência doméstica. Com o resultado do jogo, a menor das perdas foi a esperança do hexa. 

Fabiano Cazeca: da enxada ao Congresso Nacional 

Fabiano Lopes Ferreira Cazeca (ex-PRD, atual PL), conhecido publicamente como Fabiano Cazeca, é um homem do campo, natural de nossa querida Itapecerica, cidade mãe de Divinópolis. Começou trabalhar ainda cedo, no cabo da enxada. Ao mesmo tempo que acreditava na força da terra, também acreditava na força da caneta. E assim, se tornou, advogado, administrador, jornalista, empresário, apresentador de televisão, fazendeiro, ator e comentarista esportivo. Ufa! Mas gerar milhares de empregos diretos e indiretos ainda era pouco para este imparável homem e daí o chamado para a vida pública. Candidatou-se a deputado federal nas últimas eleições gerais e se tornou suplente, assumindo o cargo em 30 de outubro de 2025 e permaneceu até 28 de fevereiro de 2026. E se o também mineiro Juscelino Kubitschek fez cinquenta anos em cinco, Cazeca fez quatro anos em quatro meses, deixando sua indelével marca nesta legislatura. Aplausos de pé!

Mais que farinha, água e ovos : o milagre

O Dia do Padeiro é celebrado anualmente em 8 de julho. A data homenageia os profissionais que madrugam para levar o pão fresco à mesa, sendo também ligada à tradição católica em memória de Santa Isabel de Aragão e de São Clemente Maria Hofbauer. A celebração oficializa o reconhecimento a um dos ofícios mais antigos e essenciais da humanidade, cuja origem remonta a civilizações como a Mesopotâmia.  No contexto cristão, Jesus Cristo é considerado o "Pão da Vida". De acordo com o Evangelho de João (Jo 6, 35), após a multiplicação dos pães, Jesus declarou: "Eu sou o pão da vida; quem vem a mim nunca terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede." Homenagem da coluna a todos os padeiros, em especial, os padeiros da Padaria Floresta que todas as manhãs nos brindam com deliciosos pães e bolos e claro, nos eventos do nosso Grupo Agora de Comunicação, a mesa do café, assinada pela Padaria Floresta sempre faz a diferença! Bravo! Bravíssimo!

Anistia Já!

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