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Adriana Ferreira

Educação 

Por Bruno
Educação 

O humorista Je Diniz ironizou o comportamento de alguns pais da atualidade. No vídeo fictício, uma mãe interrompe a professora para exigir uma reunião e registrar uma queixa formal porque o seu filho, Lorenzo, nunca é o primeiro a ser chamado na lista de presença. Ela justifica que, em casa, o filho Lorenzo é sempre o primeiro a abrir presentes, o primeiro a comer doces e até o responsável por apagar a vela nos aniversários dos outros. Por isso, ela não sabe como "explicar" para a criança o motivo de um colega chamado Alex ser sempre o primeiro na escola. Ao perceber que não há argumento lógico, a coordenação da escola fictícia orienta a mãe a formalizar uma reclamação por escrito na diretoria sobre as regras da Língua Portuguesa. Embora seja humor, não está longe da realidade.

Alecrins dourados

Crianças e adolescentes, superprotegidos pelos pais, têm criado problemas até então inimagináveis no ambiente escolar, gerando conflitos constantes. Os pais não impõem limites e impedem que os filhos lidem com frustrações, dificultando o desenvolvimento da autonomia e do respeito no ambiente escolar. Muitos pais não aceitam que regras sejam impostas, que seus filhos recebam advertências ou críticas. Comumente pais se dirigem às escolas para tirar satisfações, contestar notas, questionar métodos de ensino e até interferir na solução de conflitos simples entre colegas. Ah, ainda há os que partem para a agressão verbal e física de professores e dirigentes. A redoma existente em casa deve ser estendida a todos os lugares, especialmente a escola. Afinal, aquele ser em formação não pode experimentar frustração. Ocorre que isso é uma escolha perigosa, pois ausência de frustração leva a comportamentos de agressividade, ameaças ou desrespeito em sala de aula.

Reunião de pais e mestres

Muitos pais já não comparecem às reuniões, aos atendimentos pedagógicos ou aos momentos de construção conjunta de soluções. Para eles a escola é apenas um local para manter os filhos ocupados durante algumas horas do dia. E desde que eles, filhos, não sejam contrariados, para que ir? Não é coincidência que os índices de adoecimento mental entre professores tenham crescido de forma tão significativa nas últimas décadas. Vivemos em uma sociedade em que se cobra cada vez mais da escola, e menos se participa dela. 

Adoecimento no ambiente escolar 

Com mais de 30 anos de experiência clínica e acadêmica, Elisabete Castelon Konkiewitz, psiquiatra, neurocirurgiã e professora da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), tem debatido sobre o adoecimento no ambiente escolar. Ela aponta fatores críticos que tornaram a escola um dos ambientes mais difíceis de trabalhar e conviver. Não se trata de achismos. A conclusão foi construída após décadas atendendo professores, coordenadores, estudantes e famílias impactadas pelos desafios da educação contemporânea. Sobrecarga emocional, ansiedade, desvalorização profissional, conflitos constantes, pressão por resultados e o aumento dos problemas de saúde mental e os afastamentos em razão disso têm transformado a rotina de muitos educadores. 

Brasil X China

Enquanto alguns estudantes brasileiros picham as paredes das universidades federais e cultuam a libertinagem no ambiente escolar, a China está reescrevendo o ensino superior para a era da Inteligência Artificial (IA). Entre 2021 e 2025, universidades chinesas cortaram mais de 12 mil cursos de graduação considerados obsoletos. Muitos eram em humanidades e gestão, áreas com menor demanda de emprego. Ao mesmo tempo, adicionaram cursos focados em IA e máquinas inteligentes. Foram criados  mais de 10 mil cursos voltados a IA, ciência de dados, microchips, computação quântica e robótica. Em abril passado a China lançou o plano IA + Educação 2030, tornando o ensino de IA obrigatório desde os seis anos e exigindo literacia (habilidade para navegar, avaliar e utilizar informações de forma crítica através de mídias digitais e internet) em IA,  de todos os professores. 

Depressão é coisa séria

Ao afirmar que "nunca teve tempo para ter depressão porque sempre trabalhou", o presidente foi minimizou uma doença que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. A depressão é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como uma doença séria, que não escolhe credo, cor da pele, idade ou condições financeiras. No Brasil, estima-se que ocorram cerca de 14 mil mortes por suicídio a cada ano, o que representa uma média alarmante de 38 a 44 mortes por dia, segundo dados da Organização Mundial da Saúde e do Centro de Valorização da Vida. As estatísticas de saúde pública refletem uma tendência crescente no país. Dá para brincar com isso, senhor presidente?

E como se não bastasse

Além de ofender as pessoas portadoras de transtorno depressivo, o presidente Lula (PT) resolveu menosprezar  os cidadãos de parcos recursos e os delegados da polícia civil. Lula disse que pobre compra celular furtado e deixa claro que confia mais em quem rouba ou furta celular do que em um delegado de Polícia Civil. O Sindicato dos Delegados de Polícia Civil de Minas Gerais – sindepominas publicou Nota de Repúdio.  Segue o link:  https://www.sindepominas.com.br/noticia/repudio-do-sindepominas-a-fala-do-presidente-da-republica-que-coloca-delegados-de-policia-sob-suspeicao. Forçoso lembrar que o governo do presidente Lula é contra classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Será que está explicado o ataque às autoridades policiais?

Recado ao cidadão de parcos recursos

Não vote em quem não acredita em sua capacidade de conquistas através de trabalho lícito. Até porque “Cada povo tem o governo que merece.” (Joseph Maistre)

Lula em Divinópolis

A esquerda está querendo atribuir unicamente ao Lula a conquista do Hospital  Regional. Isso é falácia! Um  vídeo lançado pelo ex-prefeito e pré-candidato Gleidson Azevedo (ex-Novo, atual Republicanos) e Gleide Andrade (PT) é a prova disso. A conquista é do povo, através de representantes da direita e da esquerda, provando que a união faz a força. Que no palanque caibam todos. Capisce?

Brasil na Copa

Como dizia meu saudoso pai, Gerardo Fidirico lá dos Rosas, e em maravilhoso mineirês: “Sês continuá jugano desse jeito, amanhã ês armoça conóis.” Traduzindo: “a continuar jogando desse jeito, amanhã eles almoçam conosco”.

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