Janete Aparecida

De babá a prefeita de uma das maiores cidades do Estado de Minas Gerais, um dos maiores polos econômicos do Centro-Oeste mineiro e, embora não seja a primeira colocada geral nos principais rankings nacionais, é considerada uma das melhores cidades para se viver e investir do país; lembrando que são 5.569 municípios divididos entre 26 estados e o Distrito Federal. Janete construiu sua carreira com seriedade, transparência e comprometimento. Nunca aceitou ser coadjuvante, tanto que, como vice-prefeita, nunca foi do canto inferior direito da página dois dos noticiários. Caminhou lado a lado de Gleidson Azevedo (ex-Novo, atual Republicanos), prefeito desde janeiro/2021 e atualmente pré-candidato a deputado federal. Construíram uma gestão que fez com que a cidade se destacasse no cenário nacional. Isso é fato!
Dois temas difíceis
Mas, porém, contudo, todavia, tão logo assumiu como prefeita, os sorrisos se tornaram cara feia e as tentativas de fazê-la desistir a cada dia se mostram mais evidentes. É como se houvesse a necessidade de testá-la a cada dia. Destaque para duas questões de extrema relevância: aumento do vale-transporte e também a reforma da previdência própria (Diviprev).
Vale-transporte
O aumento se fez necessário para cobrir o desequilíbrio financeiro do sistema após o fim dos subsídios da administração municipal e em meio a greves no setor. Janete varou madrugada na porta da Transoeste, mediou diretamente visando equilíbrio entre a melhoria do serviço prestado à população, a valorização dos motoristas e a sustentabilidade financeira do sistema. Janete deixou claro que aumentar o subsídio comprometeria diretamente outros serviços essenciais, tais como merenda escolar, policlínica e outras obras importantes, e está certíssima. Entretanto, para quem defende que o Estado tem que dar conta de tudo, tem que arcar com tudo, fica difícil explicar. A ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher disse: "Não existe dinheiro público; existe apenas o dinheiro dos pagadores de impostos", ou seja, o Estado não gera riqueza própria. Portanto, qualquer gasto governamental é financiado diretamente pelo suor e pelos impostos da população.
Diviprev
Sobre a reforma da previdência para os servidores municipais (Diviprev), Janete alertou para um déficit que ameaça as contas públicas e, de forma transparente, apresentou a gravidade da situação. Embora a Diviprev figure entre as melhores do país em ética e transparência, é preciso que os servidores entendam que isso não é bastante para manter a sustentabilidade, lembrando ainda que previdência é pirâmide, ou seja, quem paga garante que quem está se valendo dela no momento atual receba, mas, para o pagante, gera unicamente uma expectativa de direito.
Rio de Janeiro é lição
O sistema previdenciário do estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência) quebrou. O colapso obrigou o governo estadual a adotar medidas drásticas, incluindo atrasos generalizados e parcelamentos nos salários e pensões de servidores. O rombo anual do Rioprevidência gira em torno de R$ 20 bilhões. Esse valor é tão alto que equivale, sozinho, à soma dos orçamentos estaduais de saúde e educação. O déficit futuro projetado do fundo (soma de todas as contas) ultrapassa a marca de R$ 500 bilhões.
Não é fácil ser Janete
Na questão dos vales-transportes, Janete participou ativamente das negociações e não nomeou porta-voz ao informar sobre o aumento, que não foi o pretendido pelo consórcio. A mesma postura se vê no que tange à previdência dos servidores. Janete pensa longe, pensa no futuro e quer evitar o colapso, mas parece que não estão preparados para essa conversa. Janete busca que a Diviprev continue figurando entre as melhores do país, mas, sem reforma, sem sustentabilidade, a realidade da Rioprevidência será a da Diviprev. É isso mesmo? Aguardemos e oremos!
Curiosidade
Nos grupos de WhatsApp e nas redes sociais, quem mais critica Janete são mulheres. Sororidade???!!! A gente não vê por aqui!
Felicidade tem nome
Os nomes de Domingos Sávio (PL) para o Senado Federal, Gleidson Azevedo (Republicanos) para a Câmara dos Deputados e Cleitinho Azevedo (Republicanos) para o governo de Minas têm crescido para a noooooooooooooooosssssssssssssssssssssssa alegria. Vamos que vamos!
Pedofilia
O aumento na eficiência e na busca por denúncias, além da intensificação das campanhas de conscientização, ainda não foram suficientes para impedir o aumento do abuso de crianças e adolescentes tanto no ambiente físico quanto no digital. Trágico!
Dois abacates: um cuidado
Esta colunista briga com os índices glicêmicos e tem um cliente (L.C.S.J.), de 24 anos de idade, que foi diagnosticado com TEA, TDAH e epilepsia. Enquanto atendia a ele e à sua mãe, esta colunista teve uma crise hipoglicêmica. Tomadas as providências, voltou ao atendimento. No dia seguinte, ele veio ao escritório com uma sacola com açafrão, mexerica e dois abacates. Segundo ele, “mãe, os dois abacates vão curar a doutora”, pois, como se sabe, o abacate é considerado um dos melhores aliados na alimentação de quem tem diabetes. Léo, agradecimentos de coração por sua atenção e cuidado. Fez toda a diferença! Você brilha!
Ainda sobre vovô Frederico e madrinha Maria Luiza
Conforme dito na coluna anterior, casou-se com Maria Luiza da Conceição, e tiveram os filhos Maria José, Pedro, José Ferreira, Frederico, Conceição, Camila, Oscarina, Ondina, Antônio e o pai desta colunista, Geraldo José Ferreira, conhecido por Gerardo Fidirico. Uma curiosidade: Maria José, Pedro, Frederico e Camila se casaram com quatro irmãos, filhos do Senhor José Cipriano e Dona Joana e, como se não bastasse, a filha do José Ferreira também se casou na mesma casa. Quatro irmãos e uma sobrinha (todos da Família Frederico), casados com cinco irmãos (todos da Família Cipriano)! Esse costume ainda existe: vários casamentos na mesma casa. Economia de parentes, a gente vê por aqui! Um destaque para Camila, ou Camilinha, casada com Zé Pedro, padrinhos de batismo desta colunista, casal que sempre recebia a todos com sorrisos, uns bons causos, queijo, doce e café coado na hora. Quanta saudade! Quanto à Fazenda dos Rosas, quando da aquisição, em 1939, contava com mais de cem alqueires. O pai desta colunista estava com cinco anos de idade quando da aquisição, e a mãe estava nascendo. Com o passamento do vovô Frederico aos 67 anos de idade, madrinha decidiu dividir tudo entre os filhos, que foram vendendo suas glebas e mudando-se de São José dos Rosas. Ficou o pai desta colunista até o dia de sua passagem, em 08/03/2014. Ao contrário da sogra, a mãe desta colunista, Dona Tina, a Brava, decidiu que herança só após seu último suspiro e, como o doutor William Magalhães, seu cardiologista, disse que ela passará dos 120, fica a torcida para que ele esteja errado e ela chegue no mínimo aos 150. Bora trabalhar, irmãos!
Anistia Já!
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