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Preto no Branco

Estava escrito 

Por Bruno
Estava escrito 

Que as  imagens do deputado federal Nikolas Ferreira (PL) usando o celular exatamente no dia em que Bolsonaro foi preso iria dar coió. Não por falta de aviso, pois os dois sabiam sobre a proibição. Vídeo vazado, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes deu um prazo de 24 horas para que os advogados do ex-presidente justifiquem o uso do aparelho por parte do parlamentar durante a visita. No registro, Nikolas aparece utilizando um celular, o que é vedado pelas regras impostas pelo ministro ao autorizar visitas ao ex-presidente. O deputado não gostou "nadinha" como se estivesse com a razão. Como dizia minha finada mãe: "está com a razão, tenta argumentar. Errou, abaixe a cabeça e aceite". Época em que havia respeito, e se tinha humildade. Atualmente, a maioria se acha "dona da verdade". 

Regras 

Conforme decisão da Suprema Corte, as visitas eram liberadas, mas deveriam seguir rigorosamente todas as restrições definidas pela Justiça, incluindo a proibição de entrada ou uso de aparelhos eletrônicos. O descumprimento das condições, segundo Moraes, poderia configurar violação das medidas impostas. O ministro também determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) seja notificada para acompanhar o caso. Agora, vir falar que não sabia? É fazer hora com Justiça e achar que quem ocupa um cargo político importante está acima da lei. 

Ninguém entendeu 

O Bloco Democracia e Luta, de oposição ao governo Romeu Zema (Novo), não gostou nada da declaração do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD) sobre a posição da direita em Minas em relação à esquerda no País. Os integrantes    publicaram uma nota manifestando “estranhamento e discordância” em relação à fala de Silveira durante o programa Roda Viva da última segunda-feira, 24, sugerindo que o vice Mateus Simões, mesmo partido, não seria um “opositor figadal” do presidente Lula (PT). O texto diz que o ministro demonstra um certo desconhecimento do posicionamento político e das intenções de um adversário que age de forma nociva aos interesses do estado. E ainda que a afirmativa do Alexandre não reflete o empenho da militância e dos partidos que defendem o projeto Lula em Minas Gerais. Vixe! Se o estranhamento começa a "dar ruim", dentro das bases, imagina os adversários que pretendem entrar na disputa do ano que vem. 

Seguem as 'costuras'

E quando o assunto são as articulações políticas visando o governo de Minas em 2026, o cenário não tem alterações significativas. Seguem alguns nomes em evidência, entre eles, o do próprio Alexandre. Mas, agora, aparecem ainda fora dos já conhecidos, o ex-secretário de Estado, Marcelo Aro (PP), o também ex-secretário de Estado, Paulo Padrão (PSDB.  Por outro lado, as articulações para formar alianças e coalizões estão em andamento, com alguns partidos buscando se unir em torno de candidatos comuns. As candidaturas oficiais devem ser definidas somente nos próximos meses, já em 2026, com os partidos mirando as convenções. 

Acirrada 

E ao que tudo indica, a disputa promete ser apertada, apresentando vários candidatos fortes e uma cena política em constante movimento. Vale ressaltar que a política, em especial em processos eleitorais, é dinâmica e as articulações podem mudar rapidamente. Ou seja, o cenário pode mudar de uma hora para outra e quem a população achava o  postulante ideal, pode nem entrar na briga. 

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