Donos da verdade

O feriado prolongado na política ficou marcado, não somente pela prisão do ex-presidente Bolsonaro (PL), mas pelo bate boca e opiniões nas redes sociais sobre a fala do prefeito Gleidson (Novo), durante encontro organizado pela Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Itapecerica (Amvi). Durante sua fala, Azevedo pontuou sobre "perda de tempo" e gasto elevado do encontro, enquanto a população precisa de assistência, em especial, na saúde. Pegou gancho no Hospital Regional que ainda depende de aprovação na Assembleia Legislativa e assintatura do governador Romeu Zema (Novo). Depois do fato, o que se viu foram os julgadores da internet. Cada um com sua opinião, se achando o dono da verdade. O que levou Azevedo a gravar um vídeo para explicar sua posição. Até políticos locais, que, na maioria das vezes, trocam suas obrigações para palpitar em assuntos que fogem às suas alçadas — ao invés de unir forças para resolver as pendências da cidade e sua população, se resumiram a criticar ou elogiar.
Apoiadores
Sobre a prisão do ex-presidente, nas primeiras horas do último sábado, como se esperava, seus apoiadores da cidade e políticos manifestaram suas opiniões. Domingos Sávio (PL), Eduarado Azevedo, mesmo partido e Cleitinho Azevedo (Republicanos), foram alguns deles. Entre os eleitores da direita e esquerda não foi diferente. As discordâncias permaneciam em cada publicação, cada um com sua defesa — considerada a correta — é claro. E assim, deve prevalecer durante os próximos dias. Divisião, ao invés de união para o bem comum.
Dividido?
Neste momento em que a prisão de Bolsonaro é o principal assunto, O PL de Minas parece estar rachado em relação à sucessão mineira. De um lado, a ala que se intitula bolsonarista raiz, — que tem base eleitoral fixa nas forças de segurança do estado — no entanto rejeita a aliança em apoio ao vice-governador Mateus Simões (PSD), por causa da atitude de Romeu Zema, a respeito da recomposição salarial desses servidores. O presidente do PL no em Minas e com vasta experiência política, o deputado Domingos Sávio, possível candidato ao Senado, vem costurando acordos para que seu partido indique o vice na chapa de Simões, e mais uma candidatura de senador. A chapa, conforme informações da Itatiaia, vem sendo desenhada e seria encabeçada pelo vice de Zema, teria Alex Diniz, como vice e, ao Senado, o próprio Sávio e de Marcelo Aro, atual secretário de Estado do Governo. Alex Diniz se filiou ao PL e é suplente do senador Cleitinho (Republicanos). Será? A pergunta é pelo fato de Cleitinho ser um provável adversário de Simões. Se assim for, Azevedo poderá ter, como já manifestou o desejo, um companheiro de chapa que não venha do meio político.
Também da direita
Horas antes da prisão de Bolsonaro, o deputado Nikolas Ferreira, esteve com o ex-presidente em sua casa, e negou que Bolsonaro tenha pedido que ele concorra ao governo de Minas. O deputado afirma ter ouvido dele que ainda considera necessária uma preparação mais longa antes de disputar o cargo. Além disso, Bolsonaro tem evitado se posicionar sobre sucessão para não atrapalhar movimentos internos. Nikolas admite que a situação sobre o ex- presidente é tão instável que não há como o PL ou partidos alinhados construírem estratégias sólidas, por enquanto. O que agora pode ser ainda pior com a prisão do ex-presidente. Isso significa que o foco agora gira em torno das candidaturas ao Senado pela sigla. É o que tem para o momento.
Nomes no páreo
Com o tempo voando e o fim do ano cada vez mais próximo, as costuras para a definição dos dois nomes que vão brigar pela vaga no Senado, também se intensificam. Estão no páreo: o deputado estadual Cristiano Caporezzo, os federais Domingos Sávio, Eros Biondini, Zé Vitor e Maurício do Vôlei, além do vereador Vile e do influenciador Marco Antonio Costa. Quem vencerá essa queda de braço com apoio de Bolsonaro e Valdemar da Costa Neto?
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