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Política

Galileu repudia acusação de sindicato e garante que houve diálogo

Por Portal Agora
Galileu repudia acusação de sindicato e garante que houve diálogo

Flávio Flora

O jornal Agora retratou na edição de ontem a presença do médico Alberto Gigante Quadros, porta-voz do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis (Sintram), para reclamar da decisão do prefeito de negar cumprimento à lei salarial do município, aprovada em 2015.  

Informou que o sindicato procurou o diálogo com o Executivo, mas este recusou, propondo reposição inaceitável. Criticou o número elevado de cargos comissionados, cujo custo daria para pagar os ajustes.  

Os vereadores, em sua maioria, prestaram solidariedade à questão sindical, porque se desenha uma paralisação que pode prejudicar os serviços públicos, se não se alcançar o que a legislação concedeu. 

A reportagem procurou ontem, o diretor de comunicação Evandro Araújo, para dar voz de contraditório ao prefeito Galileu Machado (PMDB), citado pelo tribuno.  

Evandro disse que o prefeito repudia a declaração do porta-voz do Sintram sobre a falta de diálogo e ressalta que “foram pelo menos dez encontros entre representantes da prefeitura e do sindicato” no Centro Administrativo (Belvedere) e na sede da rua Pernambuco (Centro). Informa que, nessas reuniões, as secretarias Suzana Xavier, da Fazenda, e Raquel Freitas, da Administração, além do procurador do Município, Wendel dos Teixeira, ouviram as demandas da diretoria do Sintram. Ressalta ainda que em dois dos encontros, o prefeito participou e explicou a realidade financeira do município. Em uma carta, Galileu explicou em detalhes os motivos de não aplicar o índice, atribuindo “acima de tudo” à Lei de Responsabilidade Fiscal que pode ser ferida com os reajustes esperados pelos sindicalistas 

— Por mais que busquem cobrar um reajuste salarial em razão do flagelo inflacionário anual e tragam, para este fim, um porcentual legalmente apurado, não posso permitir que a casa inteira entre em colapso e venha a ruir. Os recursos dos quais dispomos são exatamente aqueles que podemos gastar. Não há, com a mais absoluta sinceridade, condição de garantir um reajuste no patamar reivindicado — lamenta Galileu Machado na missiva, acreditando que, em 2018, financeiramente, será “mais tranquilo, com uma realidade diferente que propiciará o estabelecimento de compromissos que poderão e serão honrados”. 

 Assessoria jurídica 

 A reportagem procurou conhecer também as decisões e avaliações do Sintram e do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Municipal de Divinópolis (Sintemmd), que este ano fazem campanha unificada. 

Os dirigentes sindicais contratarão uma assessoria jurídica especializada para propor ação coletiva contra a prefeitura, exigindo o cumprimento da Lei Municipal 8.083, que garante ao servidor a reposição salarial automática com base no índice do IPCA (cerca de 12%). 

Os sindicalistas vão fazer pressão para que a Câmara Municipal faça uma auditoriana situação que causou a calamidade financeira do município, decretada no ano passado pelo prefeito antecessor Vladimir Azevedo. “Ficou claro que a medida foi uma estratégia do ex-prefeito, para burlar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que impede ao prefeito deixar contas para seu sucessor”, segundo nota do Sindicato. 

— Os servidores não estão convencidos de que há essa calamidade e querem que a Câmara investigue a situação financeira da prefeitura. A desconfiança se dá pelo fato de que Galileu Machado já nomeou 213 cargos de confiança, 57 a mais do que as funções comissionadas deixadas pelo ex-prefeito – finaliza notícia do Sintram, divulgada esta semana.  

 

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