Horrível

Desrespeitoso com o eleitor, pobre de argumentos e abaixo da crítica. O que dizer mais de um embate estapafúrdio disfarçado de debate? Talvez, o Brasil nunca tenha assistido algo parecido em disputas eleitorais desde a redemocratização. Se alguém se lembrar, por favor, fale. Eu, sinceramente, não me lembro. Desrespeito, falta de educação e zero argumentos concretos. Com toda certeza, quem viu, saiu menos informado, indeciso e preocupado. E o encerramento! Torcidas berrando pra lá de entusiasmada ao fundo, parecendo que estavam em um estádio torcendo para seus times. Sem regras, à vontade, num 0x0 no fim da partida, esperando o segundo confronto. Enfim, espetáculo que resume muito bem o momento triste da política brasileira.
Zerog
Futuro do país? Nada vezes nada. O que predominou no encontro entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), foram as trocas de acusações e provocações. Nem parecia que eram dois candidatos a ocupar a principal cadeira do Executivo do país. Em pouquíssimos momentos, foram debatidas propostas pensando no futuro dos milhares de brasileiros que esperam por isso, a partir de janeiro do ano que vem. Já no primeiro bloco, o que se viu foi trocas de farpas sobre a lobista Roberta Luchsinger e o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”. O senador perguntou sobre as acusações de Luchsinger, que chamou o petista de “covarde” e “mau caráter” e questionou o fato de Lulinha estar morando na Espanha. Lula rebateu dizendo que “não protege o filho”, em provocação ao ex-presidente , que fez mudanças na Polícia Federal em 2020 em meio a suspeitas sobre Flávio. O restante, dispensa relembrar. Lamentável e para ser esquecido. Se alguém conseguir, é claro.
Apertada
Claro que não deu tempo de divulgar pesquisas depois da vergonha vista na Band na noite de domingo,18. No entanto, um levantamento sobre o segundo turno presidencial foi divulgado no início da manhã desta segunda, 19. Números da Nexus mostram Flávio Bolsonaro com 46,5% das intenções de voto contra 45,9% de Lula. Na rodada anterior, divulgada na última terça-feira, 13, o filho do ex-presidente tinha 48% e o petista, 45%. Desde então, o senador oscilou 1,5 ponto porcentual para baixo, e o presidente, 0,9 ponto para cima, dentro da margem de erro. Nenhum dos dois, branco e nulo, somam agora 4,7%, contra 5% anteriores. Nos votos válidos, Flávio tem 50,3% (eram 52% na anterior) e Lula, 49,7% (eram 48%). Na espontânea, ambos registram 44,5%. Antes, o senador tinha 46% e o petista, 44%. Foram ouvidos 2.002 eleitores, por telefone, entre 16 e 18 de outubro. O resultado é muito parecido com o de 2022 às vésperas da votação, quando Lula venceu por muito pouco. A situação, provavelmente, irá se repetir em 2026. Não se dá para prever ainda para qual dos dois. Os próximos dias dirão. Aguardemos.
Denúncias
E não é somente nos argumentos que os candidatos deixam a desejar, quando se trata de eleições no Brasil. Durante o período de campanha para o 1º turno, a Justiça Eleitoral recebeu mais de 67,1 mil denúncias de propaganda eleitoral irregular pelo aplicativo Pardal. O aumento, para se ter uma ideia, foi de 73,3% em comparação com o mesmo período de 2022, quando o sistema registrou 38,7 mil denúncias. Somente em Minas Gerais, foram 6.035 acusações em 2026, enquanto em 2022, 3.907. Quase o dobro, conforme informações do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG), A maior parte das denúncias são relacionadas ao uso de vias públicas para a exposição de propaganda. Por ter o maior quantitativo de eleitores, Minas e São Paulo lideraram as ocorrências. Como a quantidade de candidatos agora é praticamente irrisório, quando comparada ao 1° turno, espera-se que os registros sigam no mesmo caminho. Se bem que se tratando das centenas puxa sacos de um ou de outro, interessados em algo, não se pode duvidar.
Não parou
Não parou mesmo em estados como Minas, que elegeu o governador em primeiro turno. O Pardal continua recebendo denúncias envolvendo as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro. Os mineiros seguem fazendo denúncias no aplicativo. A propaganda irregular na internet liderou os relatos no período em nível nacional. No mesmo período, foram registradas 176 denúncias em Minas Gerais, sendo 66 de propaganda na internet, 24 em bens públicos e 15 sobre adesivos em automóveis. É fácil registrar uma denúncia. Para isso, o eleitor precisa acessar o aplicativo por meio do e-Título ou da conta gov.br. Então, se viu algo irregular, "mãos à obra"!
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