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Preto no Branco

Quem gasta mais?

Por Gisele Souto · Redação· 4 min de leitura
 Quem gasta mais?

A campanha eleitoral dos presidenciáveis vai se afunilando e cada uma traça suas estratégias para convencer o eleitorado que ainda está indeciso ou decidiu não votar. E isso, definitivamente, não fica barato. Dito isso, os gastos declarados à Justiça Eleitoral por Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) revelam táticas diferentes para a disputa nas redes sociais. O filho do ex-presidente Bolsonaro, investiu quase três vezes mais que o petista na contratação de impulsionamentos de publicações nas plataformas da Meta, empresa responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp. Por outro lado, o atual chefe do Executivo nacional destinou mais recursos a gráficas. O senador declarou R$ 7,4 milhões em despesas com impulsionamento, enquanto Lula, segundo o TSE, R$ 2,5 milhões. A diferença se inverte quando o foco são os serviços gráficos: o presidente declarou aproximadamente R$ 5,2 milhões em despesas com empresas do setor, contra R$ 2,8 milhões informados pelo adversário. Ou seja: os dois se equivalem nos gastos exorbitantes, a maioria, pagos pelo povo. Um completo absurdo sem o mínimo de retorno. É a política no Brasil, onde muitos se matam por causa dos candidatos. É muita burrice misturada com falta de conhecimento. 

Exército na área

Somadas, as contas dos dois candidatos informadas à Justiça Eleitoral pelos parlamentares de direita reúnem cerca de 46 milhões de seguidores, contra aproximadamente 19 milhões nas contas dos representantes da esquerda. A diferença gritante obrigou a disputa por espaço nas redes sociais entrar na agenda de aliados do presidente. Pedro Rousseff (PT), vereador de Belo Horizonte que ganhou enorme alcance nas plataformas digitais, eleito deputado federal,  foi que participou de um encontro com Lula, nos dias seguintes à eleição, para discutir propostas para o novo ciclo político. Quem entrou em campo com força total também foi a divinopolitana Ana Elisa, eleita deputada federal com mais de 500 mil votos e com 3 milhões de seguidores. Além de André Janones (Rede), reeleito para a Câmara Federal, muito atuante nas redes, que também entrou na batalha com força total. O resultado? Enquanto o “Canal do Lula” no WhatsApp reunia cerca de 300 mil seguidores, o “Exército do Lula” ultrapassou 2,5 milhões em dois dias. Isso comprova que a comunicação realmente falhou no primeiro turno e agora encontrou o caminho. O problema é que pode ser tarde!

Canal de volta 

Por falar em movimentação nas redes, o  presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, recuou e mandou a Meta restabelecer imediatamente o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, em decisão nesta quarta-feira, 14. Com 4,7 milhões de seguidores, a lista que tem à frente André Janones ficou fora do ar por um dia. Apesar da determinação ser de quarta, o “Exército do Lula” voltaria ao ar apenas nesta quinta, pois o TSE impõe uma quarentena de 48 horas para a operação de endereços eletrônicos de propaganda informados já em meio à campanha. No entanto,  Nunes Marques dispensou o prazo, e explicou: “(...) Considero cabível autorizar o restabelecimento imediato do canal, sem necessidade de aguardar o decurso do intervalo de 48 horas”, decretou. O ministro atribuiu a decisão ao início do diálogo entre as campanhas de Flávio Bolsonaro e de Lula (PT), em uma reunião ocorrida nesta terça. Então, tá!

É isso mesmo?

O presidente nem foi escolhido em 2026, e já estão falando nas Eleições 2030? Parece loucura, mas é isso. O Republicanos, partido do governador eleito, Cleitinho Azevedo, e do reeleito de São Paulo, Tarcísio Freitas, pretende ampliar a aproximação entre os dois, visando crescimento do poder político da legenda e construir uma base nacional de sustentação ao chefe do Executivo paulista já pensando nas eleições presidenciais. Conforme publicou o fator, a estratégia prevê transformar Minas em uma das referências do partido, com a participação de aliados de confiança de Tarcísio desde a transição de governo. Um dos movimentos em discussão, seria indicar um nome ligado ao governador paulista para auxiliar Cleitinho na preparação da nova gestão. O objetivo é alinhar os dois governos e projetar nacionalmente Tarcísio. A explicação é que São Paulo e Minas reúnem cerca de um terço da população brasileira, o que significa peso eleitoral e capacidade de ampliar a presença da legenda no país. Uma prova de que a política no país é para o político, não para o povo.


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