Na frente - Preto no Branco

Faltando 11 dias para a votação do segundo turno para a Presidência da República, as ruas e as pesquisas esquentam o cenário. O fim de semana foi marcado por ações em diversas capitais do país. Enquanto isso, novo levantamento nacional do instituto GERP Mercadologia aponta que o senador Flávio Bolsonaro (PL) soma 55% dos votos válidos, enquanto o presidente Lula (PT) alcança 45%. O resultado dos votos válidos desconsidera os brancos, nulos e os eleitores indecisos. A conjuntura eleitoral indica estabilidade. 94% dos eleitores já estão decididos sobre qual candidato votar. O índice de convicção atinge igualmente quem declara voto em Flávio quanto quem declara voto em Lula. Resta saber se esses 6% vão votar ou fazer como no primeiro turno. É isso que fará a diferença.
Aparar arestas
Do lado da Justiça, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, recebeu nesta terça-feira, 13, advogados das campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A reunião foi convocada após decisões divergentes da Corte em processos apresentados pelos dois lados da disputa presidencial. O encontro ocorre no início da segunda semana de campanha para o segundo turno, em meio a uma nova sequência de pedidos à Justiça Eleitoral. Um dos principais pontos de discussão é o canal “Exército do Lula”, criado no WhatsApp pelo deputado federal André Janones (Rede). A campanha de Flávio questiona, em diferentes ações, a existência do canal e as publicações feitas nele. O caso provocou divergências entre Kassio Nunes Marques e o corregedor da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, durante o fim de semana. Situação comum em disputas eleitorais de tamanha importância, mas que extrapola todos os limites quando se trata dos indicados para os cargos. Kassio Nunes é um exemplo, basta pesquisar.
Quer saber?
Integrantes da Justiça Eleitoral têm criticado a postura de Nunes Marques durante o segundo turno. A avaliação desse grupo é de que o ministro tem beneficiado Flávio Bolsonaro. O objetivo do encontro foi para que Nunes explicasse a decisão sobre o canal e reafirmar a imparcialidade da Corte. Se é que isso é possível. Ao longo da campanha, tanto Lula quanto Flávio têm reclamado de interferência do Judiciário na disputa. A saber: Alexandre de Moraes não é indicado da esquerda.
Totalmente equivocado
O chefe do Executivo nacional indicar ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF), sem falar em outras nomeações mais por interesses do que por mérito. Uma discussão antiga que volta toda à carga nesta eleição, e tem argumento forte dos dois lados. Hoje no Brasil é indicação do presidente + sabatina e aprovação do Senado. É o modelo da Constituição de 1988. Quem defende voto direto diz: Mais legitimidade: se o STF pode anular lei do Congresso e cassar mandato, quem decide deveria ter voto popular. Menos dependência do presidente da vez: indicação cria vínculo político, mesmo que depois o ministro tenha independência. Exemplo não falta: em alguns estados dos EUA, Bolívia e Japão têm algum tipo de eleição ou referendo para juízes. E é o correto a se fazer. Ter relação, criar laços e depois colocar num cargo onde quem indicou pode ser beneficiado é uma aberração inadmissível.
Proteger a minoria?
É isso praticamente que vem ocorrendo. A Corte brasileira protege poucos por interesse, enquanto a maioria que é o povo, mais necessitado, fica a "ver navios" e obrigada a engolir decisões arbitrárias. Por isso, os nobres que se acham "Deus", precisam ser eleitos e determinado o prazo para ficarem à frente dos cargos. Atualmente, ficam "Ad Eternum". Isso porque preferem um STF mais político e parecido com Congresso, quando deveria ser mais técnico e isolado, com decisões isentas. Infelizmente a população em quase sua totalidade nunca se deu conta disso. Agora, finalmente, depois de tantos escândalos e manobras favoráveis a certos políticos e partidos, começa a despertar para a realidade.
Leia também
Mais recentes
Do nosso arquivo
Veja tudo o que publicamos em outubro de 2026
Comentários
Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.
Carregando comentários…









