Um problemão

E não é de hoje. Quem colocou "a cara a tapa" para disputar o governo de Minas, já sabia, que, caso eleito, iria pegar uma "bomba' próxima explodir: a dívida do Estado. Por isso, a situação fiscal atual fez vários possíveis candidatos repensarem a possibilidade de disputar o comando do Executivo estadual. Os corajosos permaneceram. Um deles, o eleito Cleitinho Azevedo (Republicanos) que confirmou seu nome aos 46 minutos do segundo tempo. O vai não vai não impediu o desejo do senador em comandar o Executivo mineiro e foi eleito no primeiro turno, já que era o nome preferido da população, situação confirmada nas pesquisas de intenção de voto, que sempre o colocaram em primeiro lugar, desde a primeira. Agora, já trabalha entre a escolha de nomes e inúmeras reuniões para se sentar em frente ao presidente eleito no dia 2 de janeiro, conforme prometido, para negociar.
'Impagável'
Cleitinho, que agora atua na linha de frente junto ao vice Eduardo Falcão, nas reuniões de transição de governo, tratou a dívida de Minas com a União, durante a campanha, como "impagável" e afirmou que tentaria renegociar, com o nome escolhido pelo povo para o Palácio da Alvorada. Disse que não iria colocar partido ou ideologia acima dos interesses do Estado, e o que precisa é encontrar uma solução. Isso no último dia 8, quando concedeu entrevista ao O Tempo. No mesmo dia, oficializou o apoio a Flávio Bolsonaro (PL). Ao lado de deputados e senadores eleitos por Minas pelo partido do filho do ex-presidente, pediu ao presidenciável para rever a dívida caso chegue a ser eleito. Errado não está. Independente de quem seja, o que precisa é resolver esse absurdo postergado por tantos anos.
PEC aprovada
Resolveram trabalhar após a ressaca das urnas. Enfim, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou na a PEC da Segurança Pública. Agora, o texto segue para o plenário da Casa. A reunião ocorreu na manhã desta quarta-feira, e vale lembrar que a proposta é uma das apostas eleitorais da campanha de reeleição do presidente Lula (PT). E foi de forma relâmpago. Isso aconteceu porque o texto-base da PEC já havia sido aprovado pelo colegiado no começo de setembro e estavam pendentes apenas a análise de destaques. Por isso, a votação durou apenas cerca de 10 minutos. Ou seja: quando querem, a coisa anda. A proposta foi enviada pelo Palácio do Planalto ao Congresso Nacional em abril do ano passado.
Outra votação
Outra apreciação de proposta que avançou também nesta quarta, foi a PEC do fim da escala 6x1, tida como prioridade pelo presidente Lula da Silva (PT) para o segundo turno das eleições. Foi a última das cinco sessões de debate sobre o tema para que a PEC esteja apta a votar. Depois, a expectativa é que seja feita ao menos a votação em primeiro turno. Por se tratar de uma emenda constitucional, o texto precisa do voto favorável de pelo menos 49 dos 81 senadores, em dois turnos. O objetivo do governo era concluir todo o processo ainda na tarde de ontem. Até a finalização deste PB, por volta das 14h, não havia ainda nenhum resultado. Mas, a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT), reunia assinaturas para apresentar um procedimento de quebra de interstício entre os dois turnos da votação. A expectativa é que conseguisse apoio suficiente.
O que é?
A PEC prevê a adoção da escala 5x2 ou invés da 6x1, com a redução na carga horária de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial. Medidas voltadas para setores que venham a ser afetados com a mudança devem ser tratadas em um posterior projeto de lei. Apesar de serem críticos, partidos da oposição, como PL, PP e Republicanos, avaliam não determinar o voto contrário para suas bancadas, um dos integrantes destas siglas, Cletinho Azevedo. O PL de Flávio Bolsonaro deve liberar os senadores para votarem de acordo com o desejo de cada um. Numa disputa eleitoral importante e acirrada, as pessoas mudam de opinião, como trocam de roupa. Interessante, né!
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