Manifestantes saem às ruas de Divinópolis contra o Governo Federal

Rafael Camargos
Paralisadas. A educação cumpriu o prometido e parou as escolas municipais e estaduais, ontem, 31, em Divinópolis. Os servidores, em protesto desde o dia 16 do mês passado, discordam das mudanças propostas pelo Governo de Michel Temer (PMBD). Dentre as reivindicações, estão à reforma da Previdência e a terceirização do Trabalho. Os manifestantes também querem os direitos da pasta e da saúde, que podem ser congelados. Centenas de jovens e adultos de vários sindicatos de Divinópolis saíram da praça Jovelino Rabelo, quarteirão fechado da rua São Paulo e seguiram pela avenida 1º de Junho chamando a população para participar do ato e gritando “Fora Temer” e” a nossa luta unificou, é estudante, funcionário e professor”. O grupo seguiu até a rua Goiás, até chegar à avenida Antônio Olímpio de Morais, onde fica a sede do Ministério Público na cidade. Outras ações estão previstas e, no dia 28 de abril, ocorrerá à greve geral. A intenção é parar todo o país, caso a reforma da Previdência e a Terceirização sejam aprovados.
Sindicatos
De acordo com a diretora colegiada do Sintemmd/MG, Sueli Maria Meireles,?cerca de 70% de sindicatos da cidade aderiram ao movimento. De acordo com ela, o 75 % do ensino e de sindicatos da cidade já estão parados, segundo dados divulgados pelo Sindicato Único dos Trabalhadores de Minas Gerais (SindiUte).
— Nós estamos nas ruas unindo a todos os trabalhadores para combater a essa reforma do governo Temer. Vários movimentos sociais e alguns sindicatos estão presentes aqui. Vamos fazer um abaixo-assinado contra a terceirização e para que haja um concurso imediato com nomeações — explicou Sueli.
Ainda segundo a diretora, ela e os representantes do Sintemmd foram até o Centro Administrativo conversar com o prefeito Galileu Machado (PMDB). A classe e o político tentam a negociação salarial dos servidores e professores municipais.
— Tivemos uma reunião pela manhã com o prefeito e estamos em negociação — finalizou.
Greve geral
O movimento que está funcionando em nível nacional está articulado em todo país contra as reformas que vem sendo articulado pelo governo de Michel Temer, e de acordo com o professor da rede pública, José Heleno, ontem, foi o dia que foi lembrado os 53 anos do golpe militar de 1964.
—Estamos em todo país nos organizando para lembrar esse golpe que aconteceu e mostrar que o que estamos vivendo no país hoje, é a retomada daquela agenda que foi colocada em pauta com o golpe. Ou seja, o corte dos direitos trabalhistas, dos direitos humanos, dos investimentos nas políticas públicas a questão da abertura para o capital internacional. Então a reforma Trabalhista, a terceirização, a reforma da Previdência, da forma como está sendo proposta é na verdade uma retomada de toda essa agenda que foi colocada em prática no Brasil de 64 a 85 que nós conseguimos romper com a Constituição de 88 que conseguiu garantir uma série de direitos aos cidadãos e cidadãs— contou.
Heleno continua dizendo que novamente com o governo, a ideia vem sendo colocado em prática.
—Além disso, o movimento é uma preparação para a greve geral no dia 28 de abril — finalizou.
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